A cadeia produtiva da carne e o governo estadual querem reverter a desativação do Frigorífico Garantia, localizado em Maringá (Região Noroeste), que ocorreu no final da semana passada. A estratégia é apelar ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para manter o funcionamento da unidade. O assunto deverá ser discutido com o ministro Reinhold Stephanes na próxima semana, durante um encontro realizado em Foz do Iguaçu (Extremo-Oeste) que irá abordar o desenvolvimento de ações sanitárias nas regiões de fronteira.
A idéia passa pela organização de uma cooperativa, parceria com os antigos proprietários e até com as alianças mercadológicas. O Garantia tinha a maior e uma das mais antigas plantas industriais do Estado. A falência do frigorífico é mais um desdobramento dos sete focos de febre aftosa no Estado, confirmados entre o final de 2005 e o início de 2006 pelo Mapa. Com a incidência da doença foram levantados embargos comerciais à carne produzida no Paraná. Entre 85% e 90% das exportações do Garantia tinham como destino a União Européia e, a partir daí, a unidade foi passando por reestruturações até que o funcionamento ficou inviabilizado.
''A nossa preocupação é que um grande frigorífico, com monopólio nacional, assuma a unidade. Se isso acontecer os produtores estarão perdidos'', observa André Carioba, presidente da Associação Nacional dos Produtores de Bovinos de Corte (ANPBC). A falência de um frigorífico, a princípio, gera problemas localizados para os pecuaristas, uma vez que uma unidade atua em um raio de 300 quilômetros. ''Além disso, pode haver reflexos no preço da arroba até porque a produção está entrando no período de safra. É possível uma retomada nos preços a partir de agosto (entressafra)'', comenta.

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