Curitiba - O governo federal está elaborando até outubro deste ano o Plano Nacional de Logística & Transportes (PNLT), válido até 2023. A idéia é programar os principais investimentos no Brasil com o intuito de melhorar a logística de transportes e evitar gargalos que impeçam o País de competir internacionalmente com produtos agrícolas e industrializados. A intenção é aplicar R$ 172,4 bilhões no Brasil até 2023, sendo que R$ 30 bilhões na Região Sul. Ao Paraná, caberiam pouco mais de R$ 10 bilhões. Os dados e as propostas governamentais foram detalhadas ontem, no auditório do Departamento Estadual de Transportes (DER), por Marcelo Perrupato, secretário Nacional de Política de Transportes do Ministério dos Transportes.
Entre 2008 e 2011, estão previstas obras para o Paraná. Para o aeroporto Internacional Afonso Pena estão previstas a ampliação do Terminal de Carga Doméstica (R$ 23,3 milhões) e a construção de novas pistas de decolagem e taxiamento(R$ 231,3 milhões). No setor ferroviário, a recuperação da ligação ferroviária Ponta Grossa-Paranaguá, num valor de R$ 572,7 milhões. No portuário, a contrução de um berço para movimentação de contêineres no Porto de Paranaguá (R$ 138,7 milhões), dragagem de aprofundamento dos canais de acesso (R$ 115 milhões), melhoria dos acessos e dos pátios ferroviários (R$ 50 milhões) e recuperação dos atuais berços (R$ 76 milhões).
Já no setor rodoviário, estão previstas obras de adequação de capacidade da BR-476 (R$ 19,9 milhões) e adequação da capacidade da BR-116 entre São Paulo e Curitiba (R$ 687,1 milhões). Entre 2012 e 2015, estão previstas obras de recuperação e aumento da capacidade de tráfego na ligação ferroviária PontaGrossa-Guarapuava. Após 2015, a ampliação do pátio de aeronaves do Aeroporto Internacional Afonso Pena (R$ 65,7 milhões), a construção do novo Aeroporto de Londrina (R$ 461,3 milhões), o novo porto de Pontal do Sul (R$ 150 milhões), a contrução de berços no Porto de Paranaguá (R$ 105 milhões), a contrução do Cais Oeste e instalação de equipamentos de embarque no Porto de Paranaguá (R$ 270 milhões), ampliação do cais em 820 metros do Porto de Paranaguá (R$ 50 milhões), adequação da capacidade das BRs 277 e 373, entre Cascavel e Ponta Grossa (R$ 408 milhões).
''Para bons projetos não faltam recursos. O Brasil tem que começar a pensar em médio e longo prazos para atrair investidores nacionais e internacionais. É isso que estamos fazendo'', disse Perrupato. O secretário de Estado de Transportes, Rogério Tizzot, apresentou algumas reivindicações paranaenses de obras não previstas originalmente - o que poderia onerar em R$ 1 bilhão os investimentos rodoviários previstos inicialmente. Entre os pedidos está a implementação adequada da Ferroeste (até Dourados e no ramal até Foz do Iguaçu), a pavimentação da BR-153 (entre Alto Amparo e Imbituva), a construção da terceira pista do Aeroporto Internacional Afonso Pena, ampliação dos aeroportos de Cascavel e de Maringá. ''É o primeiro passo para aprofundamento dos projetos. Fizemos observações. Agora é esperar a sinalização de mudanças'', completou Tizzot.

mockup