Curitiba - A secretaria da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul realiza hoje em Londrina o Seminário de Competitividade da Cadeia do Vestuário. Além de palestras e workshops destinadas aos empresário do ramo de confecções, o evento também irá marcar o repasse de R$ 115 mil do governo estadual para o programa de Capacitação em Gestão de Negócios de Moda.
O seminário está sendo desenvolvido em parceria com o Sebrae-PR, associações e federações de comércio e indústria do Estado. Além de Londrina, outras cidades-pólo no ramo de vestuário como Cascavel, Francisco Beltrão e Curitiba já sediaram o evento. O ciclo do seminário se encerra amanhã em Maringá.
A iniciativa de reunir os empresário do ramo deu-se após o Sebrae solicitar um estudo ao Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI) sobre o mercado de confecções no mundo e a situação no Brasil. Ontem, em Curitiba, cerca de 100 empresários participaram do evento.
Segundo o diretor do IEMI Marcelo Prado, o estudo mostra que o Paraná tem chances de exportar sua produção têxtil para outros países, desde que os empresários explorem as oportunidades. ''Estamos disponibilizando uma análise sobre o mercado mundial, para que os empresário possam olhar para a frente e expandir suas atividades'', explicou Prado.
O diretor do IEMI ressaltou que o Paraná apresenta boas condições para o crescimento do setor. ''O Estado conta com uma infra-estrutura boa comparada com a média brasileira, faz fronteira com os países do Mercosul e tem o porto de Paranaguá'', destacou.
Mas Prado lembrou que o Brasil ainda tem que contornar dificuldades para exportar sua produção. ''Há uma concorrência grande da China e de outros mercados emergentes que têm a vantagem de já estarem inseridos nos blocos econômicos como a União Européia e o Nafta'', afirmou. ''A solução é fortalecer o Mercosul e agilizar a criação da Alca, desonerar os impostos sobre a produção e investir na qualificação da mão-de-obra'', aponta.
Dono de uma indústria de bolsas de couro há 31 anos, Luiz Carlos Zanona elogiou a realização do seminário. ''Além da análise do mercado, pudemos trocar experiências com outros empresários. Serviu também para dissiparmos alguns mitos, como o de que a China é uma ameaça a nossas vendas no mercado interno. Na verdade, apenas 2% das vendas de vestuário no Brasil são fruto de importação'', comentou.

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