Curitiba - O diretor geral da Secretaria de Estado do Planejamento e Coordenação Geral, Allan Marcelo de Campos Costa, informou ontem que a cadeia produtiva de vestuário do Paraná e o governo estadual irão desenvolver nos próximos cinco anos um plano para aumentar a participação paranaense no setor. S
egundo Costa, o Paraná hoje representa 6,6% da produção nacional de vestuário, porcentagem bastante inferior à participação dos Estados líderes - São Paulo (30%), Santa Catarina e Minas Gerais (ambos com 15% cada).
Ontem, o assunto foi discutido num encontro em Curitiba. O evento teve participação de representantes das diferentes divisões da cadeia produtiva de vestuário (desde os fabricantes de fibra sintética até os responsáveis pela venda do produto), de entidades sindicais e do governo do Estado.
As linhas estratégicas discutidas ontem surgiram de um estudo que teve por base informações coletadas em cinco seminários regionais voltados aos empresários do setor, além de uma pesquisa encomendada pelo Sebrae-PR a uma empresa de consultoria.
''A conclusão é que o vestuário produzido no Paraná é conceituado, visto como roupas de qualidade, mas sem personalidade. Nas quais empresas de outros Estados colocam suas marcas'', explicou Costa. Dessa forma, a cadeia produtiva e o governo estadual adotarão três estratégias principais para aumentar a participação paranaense.
Em primeiro lugar, haverá um trabalho de fortalecimento da identidade e das marcas do vestuário produzido no Estado. Em segundo lugar, a cadeia produtiva será mais integrada, através de contratos diferenciados entre as divisões das várias etapas de produção. Por fim, o foco será concentrado no mercado interno. ''97,7% do vestuário consumido pelos brasileiros é produzido no Brasil'', argumentou Costa.

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