O secretário de Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Antônio Poloni assinou ontem uma resolução proibindo a entrada no Paraná de animais e de carne ‘‘in natura’’ proveniente de Naviraí (MS). A medida visa evitar a disseminação do foco de febre aftosa indentificado naquele município. A resolução proíbe a entrada de animais suscetíveis à febre aftosa como bovinos, suínos, ovinos, bubalinos e caprinos.
O secretário também determinou ‘‘alerta máximo’’, mobilizando toda a estrutura de fiscalização em todas as barreiras e postos fixos instalados nas fronteiras interestaduais.
Foram deslocados cerca de 10 médicos veterinários para compor as equipes volantes que farão o rastreamento de todas as vias de acesso ao Paraná, que podem ser utilizadas como entradas alternativas para a passagem clandestina de animais, já que a demanda de produtos (animais e carnes) é forte de Naviraí para o Paraná.
Nas barreiras fixas instaladas em Porto São José, região de Paranavaí, Porto Figueira, região de Umuarama e Guaíra, região de Toledo, a estrutura de pessoal é mantida durante 24 horas para fiscalizar o cumprimento da resolução. Estas foram as medidas de reforço adotadas pelo Paraná em relação às determinações baixadas pelo próprio estado do Mato Grosso do Sul, afirmou o chefe da Defesa Sanitária Animal (DSA), do Departamento de Fiscalização da Seab-PR, Felisberto Batista.
Segundo Batista, a DSA também está rastreando todas as entradas de animais do Mato Grosso do Sul nos últimos 60 dias. ‘‘Os técnicos estão visitando as propriedades para onde o gado possa ter se deslocado. O objetivo é identificar onde estão os animais e observar se estão incubando a doença ou não.’’
A mobilização imediata de toda a estrutura da DSA por parte da Seab-PR segue as regras determinadas pela Organização Internacional de Epizootias (OIE) de agir prontamente à qualquer ocorrência da doença que possa ameaçar o estado sanitário já alcançado no Estado.
O Paraná completa em maio o quarto ano consecutivo sem registro de foco de febre aftosa, e reivindica junto com demais Estados do Circuito Pecuário Centro-Oeste a declaração de área livre de febre aftosa, com vacinação.

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