PR produziu em julho abaixo da média brasileira
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quarta-feira, 15 de setembro de 2004
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Com crescimento de apenas 0,3%, a indústria paranaense registrou, em julho, seu mais fraco desempenho desde dezembro de 2003, quando houve queda de 0,5% na produção industrial. Segundo a pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Paraná só ficou à frente do Amazonas, único estado a registrar no mês variação negativa de 3,5% entre as 14 regiões pesquisadas.
Dos 14 segmentos pesquisados pelo IBGE, sete registraram crescimento no Paraná. O setor de veículos automotores, pelo quinto mês consecutivo, foi o que mais se destacou com crescimento de 66,1%, no confronto entre julho deste ano e de 2003. Também apresentaram bons resultados os ramos de alimentos (5,2%), com destaque para a produção de carnes e miudezas de aves; e de produtos de madeira (19,3%), que refletem o bom desempenho da produção de painéis.
De acordo com o IBGE, o bom desempenho desses três segmentos foi anulado, em parte, pelas quedas nas atividades de refino de petróleo e produção de álcool (-30,5%), em decorrência da redução na produção de óleo diesel; e de produtos químicos (-35,5%), devido a má performance de adubos e fertilizantes. O recuo na produção de livros, brochuras e impressos didáticos fez o ramo de edição apresentar queda de 30,1%, contribuindo negativamente com o índice.
O desempenho negativo da indústria do Amazonas também teve impacto do recuo de 29,3% no setor de refino de petróleo e produção de petróleo. Ao contrário do Paraná, o ramo de alimentos e bebidas no Amazonas registrou queda de 20,8%, influenciando negativamente o resultado da indústria em julho.
O destaque da expansão industrial em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado ficou para os estados do Ceará (22,3%), Santa Catarina (18,0%), Rio Grande do Sul (17,1%), São Paulo (17,0%), Pará (11,8%) e Goiás (11,2%). Com aumentos na produção, mas abaixo da média da indústria brasileira (9,6%), além do Paraná, ficaram Minas Gerais (8,2%), Nordeste (7,5%), Bahia (5,4%) Pernambuco (2,7%) Espírito Santo (2,2%) e Rio de Janeiro (0,8%).
Entre os meses de janeiro e julho, o Paraná ficou com o quarto pior desempenho entre os demais estados, acumulando variação de 4,7%, mais de três pontos percentuais abaixo da média brasileira. O índice acumulado nos últimos 12 meses (5,3%), no entanto, é um pouco superior ao dado nacional (5,0%) e mais positivo que os demais estados da Região Sul. Santa Catarina acumula 3,2% de crescimento e Rio Grande do Sul 4%.
A liderança do desempenho regional, em termos da magnitude de crescimento, permanece com a indústria do Amazonas, onde a expansão de 13,8% está influenciada, principalmente, pela produção de eletroeletrônicos e telefones celulares. Em seguida vem São Paulo, com 11,2%, tendo como principal influência a fabricação de automóveis e caminhões.


