PR produz café especial, diz degustador
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quinta-feira, 21 de outubro de 2004
Erika Zanon<br>Reportagem Local 
O café do Paraná já pode ser considerado um produto de qualidade. Foi o que afirmaram os seis juízes degustadores e provadores profissionais da bebida, que estiveram reunidos ontem em Londrina para selecionar os 20 melhores produtos do Estado, nas categorias natural (com casca) e cereja descascada.
O concurso Café de Qualidade Paraná 2004, que reuniu amostras de oito regiões, foi lançado em abril deste ano com o objetivo de estimular a produção estadual com mais qualidade, valorizar o produto e inseri-lo no mercado internacional, conforme informou o coordenador do evento Edson José Trento.
O ranking de classificação só será divulgado em novembro em Curitiba, durante evento do setor, mas os especialistas já revelaram que o grão eleito em primeiro lugar é dono de um ''aroma suave de flores e frutas brancas, gosto de calda doce e representa uma bebida limpa''. ''O Paraná tem um café excelente e com condições de agradar os mais variados paladares'', afirmou Evair Vieira de Melo, um dos juízes.
Especialista há 12 anos e com partipações em concursos de cafés em várias partes do mundo, Melo frisou que, desde 1999 quando foi iniciado o programa de melhoria da produção do grão no Estado, houve uma mudança significativa na qualidade da bebida. Ele destaca que o Paraná tem a seu favor as condições naturais, fator essencial para a produção de um café especial, conhecido no meio como Gourmet. ''O café do Estado tem características próprias. São mais doces, suaves e elegantes'', disse.
Para identificar um café de qualidade e ser um bom degustador, Melo afirma que é preciso muito treinamento. ''Porém o treino não termina nunca. A cada xícara da bebida, um novo desafio'', enfatizou. O degustador Sérgio Rodrigues aponta que é necessário também para o exercício da profissão ter bom paladar e não fumar, pois o hábito atrapalha o olfato e deixa o paladar menos apurado. ''Café bom tem doçura e acidez na medida certa e é encorpado'', ensina. ''O café do Paraná mostrou que tem isso e está apto a disputar o mercado internacional''.
Os especialistras creditam toda essa melhora na colheita, processamento e armazenamento do produto, no Estado, ao trabalho que vem sendo realizado junto aos produtores, pelo Ministério da Agricultura, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). ''Essas instituições levaram tecnologia aos produtores e assim eles conseguiram produzir o que há de melhor'', disse o degustador Sidney Veiga de Araújo.


