O Paraná poderá receber este ano até R$ 46 milhões para investimentos em projetos nas áreas de Ciência e Tecnologia. Deste total, R$ 25 milhões já estão garantidos no Orçamento da União. O restante, o Paraná terá que conquistar em concorrência com outros Estados. ‘‘O Paraná é o quinto Estado da Federação em Ciência e Tecnologia. Investe muito em pesquisa. Acreditamos que ele tenha capacidade para dobrar os investimentos feitos no ano passado’’, previu o ministro Ronaldo Sardenberg, que esteve ontem em Curitiba participando do Fórum Nacional de Secretários para Assuntos de Ciência e Tecnologia.
No ano passado, o Paraná recebeu R$ 23 milhões para aplicar em pesquisa e bolsas. Deste total, R$ 10 milhões foram para bolsas (o Estado mantém 1,7 mil bolsistas), R$ 2 milhões para fomento à pesquisa, R$ 8 milhões para operações reembolsáveis de pesquisas em empresas, R$ 2 milhões em operações não reembolsáveis com universidades, e R$ 1 milhão do fundo do petróleo, para pesquisa na área.
Os recursos que serão disputados pelos Estados fazem parte dos fundos genéricos, que foram criados em 1999. São eles: fundo de petróleo e gás (com recursos da ordem de R$ 150 milhões), infra-estrutura (composto por 20% dos recursos de todos os demais fundos), universidade e empresa (movimenta R$ 190 milhões). Todos os fundos deverão movimentar este ano R$ 650 milhões. ‘‘A criação destes fundos garante que a pesquisa feita pelo Estado tenha continuidade. Antigamente tínhamos apenas os recursos alocados no Orçamento da União. O Estado que tivesse pouca mobilidade política, tinha também poucos recursos alocados’’, confessou o ministro.
O Paraná tem atualmente 1,7 mil doutores, 3,4 mil pesquisadores, 1,06 mil pesquisadores em universidades estaduais e 700 professores cursando doutorado. ‘‘O Paraná tem todas as condições possíveis para competir por melhores recursos. Tem apenas que organizar sua demanda e a rede integrada inaugurada durante este evento é uma prova que existe visão moderna neste Estado’’, avaliou.
Sardenberg citou os laboratórios paranaenses como exemplos que precisam de estímulos econômicos. Entre eles os laboratórios de estudo do genoma humano (Universidade Federal do Paraná e Embrapa), de controle de qualidade de combustível (UFPR). ‘‘Ciência é fundamental para que o Brasil tenha um lugar no mercado internacional’’, afirmou o empresário José Carlos Gomes Carvalho, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP).
Sardenberg disse que este ano, o Ministério da Ciência e Tecnologia quer criar outros fundos. O fundo da saúde, dos agronegócios, da biotecnologia e da aeronáutica. Duas leis deverão ser criadas e encaminhadas para o Congresso Nacional. A Lei de Inovação, para facilitar o trabalho dos pesquisadores em empresas e a Lei de Incentivos, que reduzirá a carga tributária das empresas que investirem em pesquisa.

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