Curitiba A Comissão Interna de Biossegurança do Ministério da Agricultura e do Abastecimento sinalizou ao governo Roberto Requião (PMDB) que o Paraná pode ter regiões livres do plantio de transgênicos, mas não o Estado todo. Essa foi a sugestão apresentada ontem pela comissão ao governo Requião após concluir que precisa de mais informações para dar um parecer final sobre o assunto.
A recomendação baseia-se no fato de que 225 produtores paranaenses já assinaram o termo de compromisso com o ministério para plantar a soja transgênica na safra 2003/2004. Essa constatação impede que todo o Estado seja declarado livre, informou a comissão. O prazo para assinatura do termo de compromisso encerra hoje e a delegacia federal do Ministério da Agricultura no Paraná alega que já homologou 280 pedidos.
Após dois dias de reuniões, a Comissão de Biossegurança prorrogou a decisão final sobre o pedido do Paraná, alegando que as informações enviadas pelo governo do Estado não são suficientes. A Secretaria de Estado da Agricultura já enviou a documentação exigida por três vezes. Mesmo assiu, a Comissão de Biossegurança decidiu pedir mais informações. De acordo com técnicos do Departamento de Defesa e Inspeção Vegetal, ainda falta o Paraná encaminhar o mapeamento das áreas onde não há plantio de produtos geneticamente modificados e qual o critério usado para chegar a essa conclusão.
O vice-governador e secretário da Agricultura, Orlando Pessuti, lamentou que a decisão do ministério não tenha sido definitiva. Ele afirmou que não concorda com a exigência de apresentação do mapeamento do Paraná inteiro se ele (Pessuti) não tem acesso às informações que identificam quem são os produtores que firmaram compromisso com o governo federal para plantar a soja transgênica e quais as regiões onde esse plantio pode ocorrer.
''Como posso fazer um mapeamento das regiões que vão plantar transgênico se o Ministério da Agricultura está negando há mais de 30 dias em passar essas informações?'', perguntou Pessuti.

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