A montadora Renault deve decidir se instala ou não uma nova unidade industrial na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) dentro de 60 dias. Segundo o diretor geral do Mercosul, Luc-Alexandre Ménard, a implantação da nova fábrica para produzir motores no Mercosul ‘‘vai depender do regime automotivo adotado para a região’’. Segundo Ménard, o que vai pesar na hora da decisão é se vai existir um mercado livre, e que tarifas vão ser praticadas no Mercosul. Ménard informou que se for decidida a implantação da nova fábrica no Mercosul ela deve ser construída na RMC, por questões logísticas. ‘‘Curitiba hoje é o baricentro do mercado de automóveis do Mercosul’’, disse.
O anúncio foi feito pelo dirigente da montadora francesa durante visita ao prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi, no encerramento da 1ª Convenção Mercosul da Renault que reuniu 200 executivos da empresa do Paraguai, Argentina, Uruguai, Chile e Brasil. O encontro foi realizado para explicar a organização mundial da empresa aos executivos de cada país para que haja uma ‘‘sinergia’’ entre os funcionários da empresa, e para definir os planos para os três próximos anos.
Segundo Ménard, os principais temas discutivos pelos executivos foram as preocupações relacionadas à competividade do mercado brasileiro e do Mercusul, a definição da gama de produtos que vão ser comercializados, e como vai ser organização comercial da montadora (número de concessionárias, e o tipo de serviço).
No congresso a Renault confirmou a instalação do quartel general da montadora para América Latina em Curitiba. Para Ménard, isso significa que todas as decisões para Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile vão ser tomadas no Brasil. O executivo disse ainda não ver problemas no aumento do nível do álcool adicionado à gasolina (de 22% para 24%), e que a Renault está preparada para fazer essa alteração. O início das operações da montadora está previsto para acontecer no final do mês de agosto desse ano, quando serão produzidos os primeiros protótipos. No mês de novembro a fábrica deve começar a produção em série
Ménard se mostrou surpreso quanto à preocupação de ambientalistas que recentemente realizaram protestos contra a instalação da fábrica da Renault em uma área de manaciais em São José dos Pinhais. Os ambientalistas vêm alegando que o funcionamento da indústria contaminaria lençóis freáticos da região. Ménard disse que a empresa apresentou um estudo de impacto ambiental que foi aprovado pelas autoridades.
Segundo o executivo o objetivo da Renault é investir em tecnologia para evitar o problema. ‘‘A preocupação da empresa com esse tema é tão grande, que vamos estar com um sistema de pintura à base de àgua, sem solventes químicos, para evitar qualquer dano ao ambiente’’.

mockup