PR pode ter agência pública de telefonia
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terça-feira, 03 de junho de 2003
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O Paraná deu o primeiro passo para criar um sistema público de telefonia fixa, que poderá operar tanto com a iniciativa privada como exclusivamente com o poder público. Para viabilizar o sistema, governo e Prefeitura de Londrina firmaram uma parceria. Donos da Companhia Paranaense de Energia (Copel), que dispõe de rede de fibra ótica no Estado, e da Sercomtel S.A, que conseguiu licença para a exploração de telefonia fixa da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), governo e prefeitura acertam os detalhes para a operacionalização.
A montagem de uma empresa que vai gerenciar esse sistema começou a ser discutida ontem, numa reunião realizada em Curitiba, com a presença do prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT); o presidente da Copel, Paulo Pimentel; o secretário de Assuntos Estratégicos, Nizan Pereira; e o presidente da Sercomtel, Francisco Roberto Pereira. Ficou acertada que a agência pode inicialmente trabalhar com projetos públicos na integração de transmissão de dados, voz e Internet. Posteriormente, esses serviços poderão ser estendidos à iniciativa privada, garantiu Francisco Roberto.
Para isso, no entanto, a Sercomtel terá que pedir autorização para a Anatel para ampliar a concessão de exploração de algumas faixas de telefonia fixa no Paraná. A concessão atual da empresa de telefonia é restrita para 93 municípios no entorno de Londrina, que atendem no prefixo 43, explicou o secretário Nizan Pereira. Por parte da Copel, a estrutura atual de fibra ótica que atingue as 70 das maiores cidades do Estado, também pode ser ampliada, desde que ocorra autorização da Anatel.
Para Francisco Roberto, da Sercomtel, não deve haver impedimentos para ampliação do sistema por parte da Anatel, porque a empresa de telefonia de Londrina atingiu todas as metas de universalização fixadas para 2003.
O secretário de Assuntos Estratégicos disse que a Celepar, empresa de informática do governo do Estado, também será parceira nesse empreendimento, porque reúne todas as informações do governo estadual, das universidades estaduais e toda a tecnologia de informação do Estado que podem ser disponibilizadas para o poder público, no curto prazo. Para o secretário, se for criada uma empresa pública para otimizar os serviços de transmissão de dados, voz e internet do serviço público poderão ser economizados no mínimo R$ 3 milhões por mês, que corresponde aos gastos do governo com telecomunicações, salientou. A Prefeitura de Londrina também será beneficiária desse sistema.
Segundo o presidente da Sercomtel, haverá uma nova reunião na próxima segunda-feira, em Londrina onde serão acertados os detalhes e dimensionados os recursos necessários para criação da empresa.


