PR pode sofrer racionamento em julho
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quinta-feira, 03 de maio de 2001
Das agências De São Paulo 
O racionamento de energia elétrica deverá durar de junho até pelo menos novembro, mas poderá ser ampliado. O racionamento poderá ir além de novembro. Isso vai depender da avaliação do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), disse ontem Saulo Cisneiros, coordenador do programa de racionamento. A medida vai começar pelas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, mas poderá ser adotada nas regiões Sul e Norte do País a partir de julho ou agosto.
O racionamento começa no Sul e no Norte quando essas duas regiões não conseguirem mais transmitir o máximo de energia possível para o Sudeste e o Nordeste. Atualmente, de acordo com a Aneel, as regiões Sul e Norte podem atender a todos os seus consumidores e ainda transmitir a energia excedente para os Estados do Sudeste e do Nordeste. Quando isso não for mais possível, haverá racionamento também nessas regiões.
Se isso acontecer, o mais provável é que o racionamento comece a partir de julho ou agosto no Sul, quando começa o período seco na região, e setembro ou outubro no Norte. De acordo com o documento entregue pela Aneel aos distribuidores de energia, o racionamento por meio de cotas de consumo poderá ser substituído a qualquer momento, em caso de insucesso, pelo sistema de corte programado de energia.
O diretor-geral da Aneel, José Mário Abdo, disse, no entanto, que o sistema de cotas deverá ser mantido provavelmente até agosto, quando o governo poderá fazer uma avaliação do programa. Se a economia estiver em 80% da meta de redução, o plano será considerado bem sucedido. Ontem, o ONS avaliou que o programa de racionamento deve reduzir em 20% o consumo de energia elétrica (21% nas residências).
O índice de redução será definido pelo CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) na próxima terça-feira. A decisão do CNPE ainda deverá ser submetida à aprovação do presidente Fernando Henrique Cardoso, que é quem deverá decretar o racionamento.
PuniçãoO governo federal decidiu ser mais duro com os consumidores de energia elétrica que superarem as cotas de consumo. O plano de racionamento prevê que nos casos de reincidências, o consumidor pagará multa de até 45 vezes o valor da tarifa referente à parcela que ultrapassar a cota fixada.


