No máximo em três anos o Paraná será um pólo de lançamento de moda para todo o País e para o mercado externo. O primeiro passo foi dado ontem em Maringá, com o lançamento do Programa Estratégico para o Desenvolvimento da Indústria do Vestuário do Paraná, envolvendo todas as entidades ligadas ao setor. O plano aposta na profissionalização dos trabalhadores, no investimento em novas tecnologias e principalmente na mudança de mentalidade do empresariado. Hoje 80% das empresas de confecções são pequenas e micros.
O presidente da Federação da Indústria do Paraná (Fiep) e do conselho deliberativo do Sebrae-PR, José Carlos Gomes de Carvalho, diz que é louvável a união que existe entre os empresários do setor, principalmente na região de Maringá e Londrina. ‘‘Mas para avançarmos ainda mais em uma economia globalizada temos que unir mais forças, e vamos fazer uma só moda no Paranᒒ, promete. Ele explica que cada segmento dentro do setor terá um atendimento para melhorar o desempenho. ‘‘Vamos parar de fazer roupa e lançar moda’’, diz.
Através do Senac e Senai os trabalhadores do setor terão cursos de qualificação. ‘‘As empresas de confecções são diferentes das demais. Mesmo na crise não demitem, tentam reverter com criatividade. Agora vamos profissionalizar’’, promete Carvalho. Em todo Paraná são cerca de 3 mil empresas e mais de 50 mil empregos diretos. As indústrias vão contar com apoio para a participação de feiras e mostras, inclusive internacional. Carvalho lembra ainda que existem linhas de crédito para os pequenos, que são maioria. ‘‘Os empresários também serão preparados para enfrentar esse novo desafio’’, avisa.
O programa prevê ainda o incentivo para profissionais que se preparam para ingressar na área, através de concursos de estilistas e a oferta de cursos de moda. O presidente do Sindicato da Indústria do Vestuário de Maringá, Valdir Scalon, disse que o setor precisa de imediato qualificar a mão-de-obra e investir em tecnologia. ‘‘Vamos melhorar o setor como um todo, mudando inclusive a mentalidade dos empresários’’, afirma. Ele lembra que as entidades sempre tiveram dificuldade em mobilizar o setor, e acredita que através do programa será possível mudar a situação.

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