PR pode ser considerado área livre
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quinta-feira, 06 de março de 1997
Josiane Schulz Especial para a Folha 
Se as previsões forem confirmadas, em maio, o governo do Paraná poderá solicitar o certificado de área livre de febre aftosa com vacinação junto à Organização Internacional de Epizootia (OIE). Essa medida depende exclusivamente do cuidado dos criadores com seus rebanhos.
É que em maio o Paraná completa dois anos sem incidência da febre aftosa, período exigido pela OIE para considerar a doença controlada. Desde maio de 95, quando foram detectados três focos no Noroeste do Estado, nenhum animal foi contaminado pela doença. Agora, qualquer descuido do produtor pode por tudo a perder. O alerta é do Serviço de Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab).
A Seab realiza de 1º a 20 de abril a Campanha Estadual de Vacinação contra a Febre Aftosa. Segundo o coordenador do Programa de Doenças de Bovídeos (bovinos e búfalos) da SEAB, Walter Carvalho Riberati, a vacinação é a única garantia que o produtor tem para evitar a doença. Se atingirmos com a campanha 100% do rebanho bovino (9,2 milhões de cabeças), que é a nossa meta, certamente chegaremos a maio sem nenhum caso, afirma, lembrando que a partir dessa campanha, as multas para quem não vacinar o rebanho será pesada:R$ 84,00 por cabeça.
Riberati explica que com dois anos sem a incidência da febre aftosa o OIE considera a área como zona livre com vacinação. Se em mais dois anos essa situação se mantiver, a Organização considera a doença erradicada e a área passa a ser livre sem vacinação. Ele também lembra que os relatórios da OIE são anuais. Ou seja, após a visita dos técnicos da Organização e a confirmação do controle da doença, o certificado de área livre pode sair somente no próximo ano.
As vantagens de ser zona livre de febre aftosa vão desde benefícios dentro da propriedade, onde não haverá prejuízos, com a morte de animais, até a ampliação de mercado, com abertura para exportações. Além disso, o valor pago pela produção nacional passa a ser maior. Essa medida vai beneficiar também o comércio de produtos de suínos (carne e embutidos), que vão ter a exportação liberada,


