O governo do Estado pode reduzir a carga tributária ainda neste ano. A ação, tem por principal objetivo, tornar o Paraná mais competitivo que os outros Estados na atração de indústrias. Segundo a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), a questão fiscal seria um dos principais gargalhos estaduais. Os indicadores apresentados ontem pelo Fórum de Desenvolvimento que analisam a integração da cidade com o restante da Região Norte e com o mundo mostram pouca participação das empresas locais no comércio exterior.
  Segundo o relatório, no ano passado Londrina ocupava a 8ªposição em volume de exportações no Estado. A colocação representa 2,73% do total comercializado pelas empresas paranaenses. Em 2004, o município ocupava a mesma posição, mas o índice de participação no volume estadual era um pouco menor: 2,34%. Em 2005, apenas 72 empresas instaladas na cidade mantiveram algum comércio internacional. Quanto às importações, em 2004 o município foi o 8º colocado em volume no Estado, representando 2,34% do total estadual.
  No ano passado, a participação de Londrina no bolo estadual aumentou um pouco: 2,38%, mas a posição da cidade caiu da 8ªpara a 9ª. Também em 2005, 75 empresas efetuaram alguma importação de forma oficial e legalizada. Apesar dos indicadores, para o vice-presidente da Fiep, Clóvis Coelho, coordenador da região, o resultado mostra que Londrina ‘‘continua sendo uma cidade cosmopolita, com desenvolvimento sustentável’’. ‘‘Londrina está no caminho certo e se mostra como uma cidade industrial com um grande expoente de crescimento’’, disse.
  Segundo ele, as empresas estão interessadas na qualidade de vida proporcionada pela cidade e na mão-de-obra qualificada. ‘‘O desafio é fazer esses indicadores melhorarem, com atração mais constantes de empresas. A maior dificuldade é a questão tributária, comparando com outros Estados e, por isso, já conversamos com o governo do Estado que já está estudando algumas medidas que podem sair ainda neste ano’’, informou. Sobre as exportações, ele disse acreditar que o fraco desempenho da cidade se deve ao desequilíbrio cambial.

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