São José dos Pinhais O Ministério do Desenvolvimento Agrário vai reativar a extinta Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural (Embrater) nos estados brasileiros com incentivos técnicos e financeiros para capacitação dos profissionais da área e aperfeiçoamento da tecnologia utilizada no campo pelos agricultores familiares.
A Embrater foi extinta em 1990 durante o governo do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Desde então, os recursos para pesquisa e extensão rural vêm caindo gradualmente. Em 2001, foram investidos em todo o Brasil R$ 15,7 milhões em projetos de pesquisa. Para este ano estavam previstos R$ 3,8 milhões, uma média de R$ 0,92 por família de agricultores familiares no período de um ano.
''Isso é irrisório. Nem tem como priorizar recursos tão escassos'', afirmou ontem o diretor nacional de assistência técnica e extensão rural da Secretaria da Agricultura Familiar, órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, Inocêncio Renato Gasparim.
O assunto está sendo discutido desde junho deste ano, quando o governo federal transferiu a responsabilidade sobre a política de assistência técnica e extensão rural do Ministério da Agricultura para o Ministério do Desenvolvimento Agrário através do Decreto Lei nº 4.739/03. Encontros regionais foram programados.
Um encontro nacional fecha o debate entre os dias 27 e 28 de agosto, em Brasília. A idéia é criar uma política para a assistência rural, garantindo recursos significativos para a extensão rural nos estados mais atrasados. São os casos dos estados do Maranhão, Pernambuco, Alagoas e Amazonas, que tiveram os organismos estaduais (Ematers) extintos.
A intenção é viabilizar a alocação de recursos para a assistência técnica do orçamento de 2004. O governo federal entraria com um percentual que variaria entre 30% a 40% do total de investimentos de cada Emater nos estados com assistência técnica e rural. Em todo o País, serão investidos R$ 900 milhões.

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