PR pode perder posição na produção de cana
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segunda-feira, 15 de junho de 2009
Raquel Massote<br> Agência Estado 
Belo Horizonte - O Paraná pode perder a posição de segundo maior produtor de cana-de-açúcar. Esta é a expectativa do Estado de Minas Gerais tendo por base espera os números do último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a safra 2009.
O IBGE estima que a produção de Minas Gerais deverá ficar em 53,9 milhões de toneladas, enquanto a safra paranaense deve ficar em 53,7 milhões de toneladas. Com o crescimento da produção mineira, a participação dos dois Estados na safra nacional deve ficar praticamente igual, em torno de 7,8%.
Segundo o IBGE, a área a ser colhida em Minas Gerais neste ano deve crescer 11,4% em relação ao ano passado, com um total de 677 mil hectares, enquanto o crescimento da área do País será de 5,6%. A pesquisa do IBGE levou em consideração a produção destinada à indústria de açúcar, álcool, cachaça e rapadura.
São Paulo continua na liderança brasileira da produção de cana-de-açúcar, com 440,5 milhões de toneladas, 58% do total produzido no País. A lista dos maiores produtores do Brasil também inclui Goiás (4º), Mato Grosso do Sul (5º) e Alagoas (6º).
Com exceção da Zona da Mata, todas as regiões de Minas Gerais terão crescimento na produção de cana-de-açúcar, com destaque para o Centro-Oeste que vai apresentar um aumento de 24,7% na produção. O Triângulo Mineiro, que neste ano vai colher 34,5 milhões de toneladas, lidera a produção mineira. Segundo o Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Minas Gerais (Siamig/Sindaçúcar), esta região concentra a maioria das usinas do Estado. São dezesseis em funcionamento e outras seis devem entrar em operação até o final de 2010.
A Secretaria da Agricultura informou ainda que o incremento no volume produzido de cana não chegou a afetar o plantio e a produção de grãos no Estado, que deverá ficar estável para a safra 2008/2009. O levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica que a produção total de grãos no Estado se manterá praticamente estável, com queda de 0,1%, para 10,2 milhões de toneladas.


