Curitiba - O Paraná, que já detém a condição de maior produtor de frangos do País, pode liderar o ranking de exportações, este ano. Santa Catarina ainda é o maior exportador. A expectativa é baseada no desempenho do Estado nas vendas externas no primeiro semestre, que bateu recorde em relação ao mesmo período de 2005, quando o setor já havia apresentado resultados bastante satisfatórios.
Segundo levantamento do Sindicato das Indústrias dos Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar), divulgado ontem, nos seis primeiros meses, foram comercializadas mais de 401 mil toneladas de frango de corte - volume 13,11% superior a 2005, quando foram exportadas pouco mais de 354 mil toneladas. Na comparação com o primeiro semestre de 2006, o crescimento foi de 21,25%. Mantendo-se a tendência de alta no segundo semestre, o resultado deste ano deve superar em 15% as vendas realizadas no ano passado.
O desempenho das exportações, este ano, poderia ter sido ainda melhor, não fosse à queda de 18,12% nas vendas, em junho, por conta da greve dos fiscais federais agropecuários. ''Mas, os números de julho serão ainda mais positivos'', aposta o presidente do Sindiavipar, Domingos Martins. Ele atribui o aumento das exportações à modernização dos frigoríficos que vêm buscando novos mercados. O Paraná exporta frango para 152 países, sendo que os maiores compradores são os dos blocos árabes, asiáticos e União Européia.
''O aumento na produção de carnes, em geral, é uma tendência mundial e o frango tem seu espaço garantido'', afirmou Martins. Para ele, é natural que o Paraná sendo o maior produtor brasileiro de frango de corte, com 27% de participação, atinja a condição de maior exportador. ''Os frigoríficos paranaenses são potenciais exportadores em termos de qualidade, quantidade e preço'', acrescentou.
Ainda de acordo com o Sindiavipar, o balanço do primeiro semestre de 2007, supera, também, em faturamento, os resultados de anos anteriores. No total, as exportações somaram mais de US$ 538,5 milhões - alta de 40,14%, em relação a 2005, e de 41,93%, na comparação com o mesmo período de 2006. O aumento nas vendas de produtos industrializados em 60% foi o que contribui para o faturamento mais expressivo.

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