PR pode duplicar produção de frangos
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quinta-feira, 03 de abril de 1997
Guto Rocha 
DesenvolvimentoPaulo Muniz afirmou que os pedidos feitos à Copel podem reverter em pelo menos 20 mil novos empregos no campo e maior competitividade para o frango nacional O Paraná pode dobrar sua produção de frangos em cinco anos, passando dos atuais 35 milhões para 70 milhões de aves/mês. A afirmação foi feita ontem pelo presidente da Associação dos Abatedouros e Produtores Avícolas do Paraná (Avipar), Paulo Ferreira Muniz, durante uma reunião entre lideranças na Sociedade Rural do Paraná. Mas isso depende da aprovação de um pedido feito à Copel que prevê a eliminação da tarifa diferenciada nos horários de ponta e a venda de energia elétrica pelo mesmo preço que é vendida à Eletrosul.
Queremos comprar energia pelo valor que a Copel já vende para outra empresa e com isso duplicar nossa produção e agregar pelo menos 20 mil famílias no campo, disse Muniz. Segundo ele, uma agroindústria que consome mil quilowatts por mês tem uma conta de R$ 33 mil. A mesma quantidade de energia é vendida para a Eletrosul por R$ 11 mil, sem a cobrança de ICMS, afirmou. A redução da tarifa seria apenas para as agroindústrias que ampliarem sua produção e para as que vierem a se instalar.
Outra reivindicação feita à Copel, foi a eliminação da tarifa diferenciada durante o horário de pico, entre as 19 e 22 horas. Neste período, as indústrias que trabalham com produtos perecíveis têm de pagar um acréscimo de consumo 10 vezes maior do que o custo em horário fora de pico. Isso acarreta em um aumento de 50% na conta de energia elétrica. Estes equipamento representam entre 85% e 95% do consumo de energia de uma agroindústria.
Muniz afirmou que o aumento da produção de frangos proposto para os próximos cinco anos teria mercado garantido. Com o atendimento destas reivindicações, o setor poderia trabalhar com preços mais competitivos, e assim conquistar novos mercados, explicou.
O diretor-presidente da Copel, Ingo Henrique Hubert, disse que a Copel já concede um desconto de 38% sobre o consumo das agroindústrias que consomem um potência de 75 Kwa. Este benefícios atende pelo menos 75% das agrindústrias do Paraná, afirmou Hubert. Mas a Copel considera agroindústria apenas as empresas instaladas na zona rural.
Hubert disse ainda que a energia que a Copel vende para a Eletrosul é uma otimização da energia produzida pelas duas empresas. Ele explicou que quando a Eletrosul tem problemas com seus reservatórios de água, a Copel garante o abastecimento da empresa, e vice-versa. Assim com nós vendemos barato para a Eletrosul, eles nos vendem barato também, disse.
Mas apesar deste fatores, Hubert disse que a Copel vai estudar um meio de atender as agroindústrias do Paraná. Recebemos a incumbência do Governador para criar facilidades para o desenvolvimento do setor, afirmou. Ele garantiu que dentro de um mês o setor terá uma resposta para as reivindicações.


