O Secretário de Planejamento Miguel Salomão considera fundamental a difusão do gás natural no setor industrial do Estado para a consolidação do novo perfil econômico regional. Salomão e o presidente da Compagás, responsável pela distribuição do gás natural no Paraná, Antonio Krempel, participaram ontem do seminário de regulamentação do serviço de gás natural canalizado, organizado pelo Instituto de Engenharia do Paraná (IEP).
Segundo Krempel, o potencial de consumo de gás natural no Estado é 1,9 milhão de metros cúbicos ao dia. Atualmente, o consumo está em 200 mil metros cúbicos diários. ‘‘Em muitos setores o gás natural é o melhor combustível para produção’’, afirmou Krempel.
Desde março, a Compagás só distribui gás natural importado da Bolívia. O presidente da Compagás garante que existirá oferta suficiente a preços competitivos no mercado para os empresários locais. Muitas empresas que estão se instalando onde já existe ramal optam pelo gás natural. Aquelas já instaladas, que precisam de adaptações, têm linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para cobrir esses custos. ‘‘Fica a critério do empresário optar em fazer pelos reucrsos próprios ou parcelados.’’
A Compagas também está fazendo estudos para a disponibilização de gás natural aos consumidores domiciliares. Uma análise das principais áreas de quatro bairros de Curitiba (Bigorrilho, Mercês, Água Verde e Batel) mostrou que haveria uma demanda inicial de 30 mil metros cúblicos por dia. ‘‘Não podemos iniciar a instalação das redes domiciliares no primeiro momento em função dos altos custos da infra-estrutura’’, disse.
Essa foi a mesma resposta que o secretário Salomão deu ao vereador Borges dos Reis (PSDB), quando questionou a falta de planejamento das obras de reforma do calçadão da rua XV de Novembro. Para o vereador, o correto seria prever o fornecimento de gás nos investimentos recentes realizados naquela rua. ‘‘Quando houver condições, vamos começar pelos bairros’’, afirmou o Secretário.
Segundo Salomão, os principais consumidores do gás natural nesse momento serão as usinas termoelétricas previstas no programa emergencial do Governo Federal para aumentar a oferta de energia elétrica. Está prevista a construção de quatro usina no Paraná. ‘‘O pólo industrial de Londrina também apresenta um enorme potencial para uso do gás natural’’, lembrou.
O Secretário disse que o Estado despertou para a importância do gás natural depois que a montadora Renault incluiu no protocolo de intenções o fornecimento dessa fonte de energia para sua unidade em São José dos Pinhais. ‘‘Hoje são mais de 50 fornecedores da Renault que já utilizam o gás natural, além de Audi e outras empresas.’’(E.C.)

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