PR planeja modernizar pecuária
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segunda-feira, 25 de julho de 2011
Ricardo Maia <br> Reportagem Local 
A Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) realizou na última sexta-feira a primeira discussão para elaborar um projeto de potencialização da pecuária de corte paranaense. Durante o encontro, que contou com técnicos da Emater e do sistema Seagri, teve início a elaboração do plano de melhoria da qualidade e aumento da produtividade do rebanho estadual.
Fábio Mezzadri, médico veterinário da Seab, disse que os investimentos na cadeia produtiva no Paraná não abrangem todos os produtores. Segundo ele, essa situação só seria revertida por meio de um projeto de propagação de assistência técnica a todos os pecuaristas. Ele comentou, porém, que não há planos definidos e nem data para a próxima reunião.
A ideia, que partiu do grupo Araucária, é atuar na disseminação de aspectos ligados à alimentação adequada dos animais, sanidade, melhoramento genético e de pastagens, dentre outros. Com um rebanho total de 9,2 milhões de cabeças de gado, sendo 6,5 milhões voltadas somente para a pecuária de corte, o projeto visa ampliar esses índices e agregar mais qualidade à produção.
Ao receber a proposta, o secretário estadual da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, lembrou que uma das metas é tornar o ambiente sanitário do Paraná mais adequado, para conquistar novos mercados. A meta, disse ele, é fomentar a atividade induzindo os produtores à criação de determinadas linhas genéticas, que resultem numa carne de melhor qualidade. Ele observou que o Paraná não tem padrão nem constância de carne macia, uma exigência atual do mercado internacional.
Os técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral) e Departamento de Desenvolvimento Agropecuário (Deagro) sugeriram reduzir a idade média de abate em no mínimo seis meses; ampliar a oferta de bezerros, com qualidade, produzidos no Estado e reduzir a entrada de bezerros de outros estados; estimular a reforma e recuperação das pastagens; ampliar em 12% o número de matrizes de corte; oferecer linhas de crédito suficientes para a modernização da atividade. Eles acreditam que estas e outras ações sirvam de atrativo para que novos criadores entrem na atividade e ampliem seus rebanhos, melhorando os índices zootécnicos. As medidas também melhorariam as condições sanitárias do rebanho paranaense, contribuindo para aumentar a exportação de carne.
O presidente da Emater, Rubens Niederheitmann, concordou que a carne bovina produzida no Estado tem que ter volume e padrão. Para ele, o Paraná tem tecnologia de produção e manejo, mas precisa aproveitar melhor o clima e o solo para se criar boi a pasto. (Com Agência Estadual de Notícias)


