Pesquisa divulgada ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) mostrou que o Paraná perdeu 10 mil postos de trabalho no período entre junho deste ano (últimos dados apurados) e o mesmo mês no ano passado. O levantamento foi feito junto ao Ministério do Trabalho, através da análise mensal do número de carteiras assinadas que deram entrada e baixa.
A perda maior no emprego formal foi sentida no interior do Paraná, onde houve o saldo negativo de 16,5 mil vagas entre as admissões e contratações. Na Região Metropolitana de Curitiba a situação se inverte e há geração de 5,6 mil novos postos. A média anual de desemprego foi de 14,2% da população economicamente ativa no ano passado.
A avaliação do desemprego foi feita em todos os setores. Os segmentos que tiveram aumento na oferta de emprego foram o Comércio, com abertura de 26,4 mil vagas, e o de Serviços, com 6 mil a mais. O setor da Indústria teve queda de 1,4 mil vagas, o da Construção Civil, de 767, e a Agricultura, de 382.
Se a comparação for feita entre os meses de maio e junho, a tendência se mantém inalterada. Indústria (-245 vagas), Construção Civil (-538) e Agricultura (-49) demitiram funcionários que tinham carteira assinada. A pesquisa desconsidera o emprego informal. O setor de Serviços gerou 1,7 mil empregos e o Comércio empregou 559 funcionários.
Segundo o Dieese, a média entre os anos de 96 e 97 apontam a criação de 13 mil vagas de trabalho na Região Metropolitana. Havia 887 mil empregados e o volume passou para 900 mil. Mas, no mesmo período, houve 28 mil trabalhadores a mais procurando emprego, o que dá um déficit de 15 mil vagas. O número de desempregados foi de 149 mil pessoas, disse o economista Nelson Karan. Ele lembrou que Curitiba tem índice comparado a Porto Alegre (13,0%) e Belo Horizonte (12,8%).

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