Foz do Iguaçu – O Paraná perderá cerca de R$ 3 milhões em arrecadação de ICMS com o crescente consumo de gasolina mais barata de Puerto Iguazú, na Argentina, por brasileiros que moram na fronteira. O alerta do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo está embasado num cálculo sobre o movimento de março, abril e maio.
Nesses três meses, seis milhões de litros de gasolina deixaram de ser consumidos em Foz do Iguaçu. Essa quantidade, multiplicada pela base de cálculo do ICMS (R$ 1,90 por litro), resulta em R$ 11,4 milhões. Ao aplicar a alíquota de 26% haverá uma queda na arrecadação de R$ 2,964 milhões, estima o sindicato. Isso sem contar as perdas com diesel e gás de cozinha.
Segundo o diretor do sindicato, Walter Venson, em média 25 carros de brasileiros atravessam a fronteira por hora em dias úteis e em horário comercial. Esse movimento triplica nos feriados e aos finais de semana, diz o empresário. Os motoristas são atraídos pela gasolina argentina, vendida a R$ 1,12 o litro, enquanto em Foz custa R$ 1,70 o litro.
Na opinião de Venson, seria ‘‘inteligente’’ uma renúncia fiscal temporária nos postos de Foz, para reduzir os preços dos combustíveis. ‘‘Setenta por cento do valor de venda são relativos a impostos, que de qualquer forma não serão arrecadados porque as vendas não estão sendo concretizadas’’, analisa o diretor do sindicato.
Walter Venson acredita que a medida poderia conter as demissões nos 54 postos de Foz. Segundo ele, 72 frentistas foram dispensados desde o começo da crise no setor. ‘‘Será que o governo do Estado está ciente disso?’’, questiona.

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