PR participa do protesto da Embrapa
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terça-feira, 29 de maio de 2001
Da Redação 
Funcionários da Embrapa que estão em greve por reajuste salarial de 20% em todas as categorias e pela manutenção de 20 cláusulas sociais, promoveram paralisações, ontem, em várias cidades do País, inclusive do Paraná. No Estado a Embrapa está instalada em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba, Londrina e Ponta Grossa. Em todo o Brasil, a Embrapa possui 40 unidades e cerca de 9 mil empregados.
Cerca de 90% dos 160 empregados da Embrapa Florestas, com sede em Colombo, paralisaram as atividades. A estimativa é da direção local do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Instituições de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf). De acordo com a presidente em exercício do Sinpaf Florestas, Simone Aparecida Sopchaki, foram distribuídas 600 mudas de plantas para as pessoas que passavam pela Estrada da Ribeira, onde está localizada a sede da Embrapa em Colombo.
Em Londrina, no Calçadão, os trabalhadores distribuíram alimentos derivados de soja: sucos, farinha e leite. Eles não têm reajuste de salário há mais de dez anos, com exceção dos que recorreram à Justiça, informou a presidente do Sinpaf de Londrina, Roseli Rossi Cardoso. A nossa manifestação é uma forma de mostrar à população o descaso do governo com relação aos nossos salários. Ganhamos menos do que é pago pela iniciativa privada, afirmou.
Segundo o sindicato dos funcionários, a determinação nacional é que se não houver nenhuma inicitiva de acordo por parte do governo, todas as unidades entrarão em greve a partir da próxima segunda-feira, por tempo indeterminado.
A unidade da Embrapa em Ponta Grossa não aderiu ao movimento ontem por causa de uma falha na comunicação entre os representantes sindicais. O funcionário Cleison Emidio de Sousa, que era o representante sindical da unidade, deixou a vaga e por enquanto não tem substituto. Esse período de transição acabou provocando uma falha na nossa comunicação com Londrina, explica Cleison.
Em Ponta Grossa são 16 funcionários da Embrapa que agora vão aguardar a posição da direção da empresa sobre a reivindicação de aumento salarial. Caso o pedido da categoria não seja atendido, Cleison garante que o grupo vai aderir aos protestos, inclusive entrando em greve por tempo indeterminado.
(Colaboraram Rosana Félix, de Curitiba, Ana Paula Nascimento, de Londrina, e Denise Angelo, de Ponta Grossa)


