O Paraná ainda não tem assegurado o repasse de recursos de Aquisições do Governo Federal (AGF) para a compra de trigo. Na última terça-feira, o Ministro da Agricultura, Arlindo Porto, anunciou a liberação de R$ 16 milhões para todo o País, mas já se sabe que a maior parte desses recursos será destinada ao Rio Grande do Sul, onde os produtores enfrentam mais dificuldades para a venda do produto.
O superintendente regional da Conab, Eugênio Stefanelo, admite que os triticultores gaúchos estão em situação mais difícil que os paranaenses, mas acredita que perto de 40% do total possa vir para o Paraná. Se a previsão de Stefanelo for confirmada os produtores paranaenses poderão ter R$ 6,4 milhões o que seria suficiente para comprar 35,4 mil toneladas.
Em todo o País, o governo quer comprar 100 mil toneladas. O dinheiro do governo é destinado à compra de trigo de qualidade intermediária e comum, já que o trigo superior é adquirido pelos moinhos. O trigo intermediário custa R$ 130 a tonelada e o comum, R$ 110.
O coordenador de crédito rural da superintendência regional do Banco do Brasil, Luiz Antonio Digiovani, não está tão otimista e acha que ‘‘se algum dinheiro vier para o Paraná será um prêmio’’. De acordo com ele, as informações de Brasília dão conta de que o dinheiro será prioritariamente enviado ao Rio Grande do Sul.
Na semana passada, no entanto, o secretário nacional de política agrícola do Ministério da Agricultura, Guilherme Leite Dias, admitiu que os triticultores do Sudoeste do Paraná estão com problemas para o escoamento da safra e deveriam ser atendidos pelo governo através de um programa de compra de milho.

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