O ministro Francisco Turra garantiu ontem que o Paraná poderá integrar o Circuito Pecuário Sul caso os Estados que compõem o Circuito Centro-Oeste tenham problemas na sorologia contra aftosa, que começa a ser feita em julho. Turra anunciou a sua decisão à comitiva paranaense em Brasília, formada pelo secretário da Agricultura, Antônio Poloni; pelo presidente da Faep, Ágide Meneguette, o presidente da Ocepar, João Paulo Koslowski, e deputados da bancada paranaense.
Para o ministro, o Paraná reúne as condições para integrar o Circuito Sul por contar com uma infra-estrutura eficiente no sistema de defesa agropecuária. Ele determinou que o novo secretário de Defesa Agropecuária, Luiz Carlos de Oliveira, acompanhe os trabalhos do Paraná no combate à aftosa. O secretário Poloni entregou ao ministro o plano de defesa agropecuária do Estado, que foi patrocinado pela Faep.
O Paraná já está há 47 meses sem nenhum registro da doença, mas corria o risco de ter de esperar mais dois anos pelo reconhecimento internacional, para acompanhar cronologia dos outros Estados do Circuito Pecuário do Centro-Oeste. ‘‘É inconcebível deixar o Paraná fora do Circuito Pecuário Sul’’, afirmou o ministro à comitiva paranaense. Ele anunciou ainda que já solicitou recursos do Banco Mundial para reforçar o sistema de defesa agropecuária.
Os líderes paranaenses foram a Brasília defender um calendário que faça justiça aos esforços do Paraná na erradicação. Os paranaenses entregaram um ofício ao ministro, informando a perplexidade com que a classe produtiva recebeu a notícia de que a solicitação para reconhecimento como área livre de aftosa só deveria acontecer em maio de 2000. Como consequência disso, o reconhecimento internacional só poderia vir em maio de 2001.
‘‘A prevalecer o que consta na ata da 11ª Reunião do Circuito Pecuário Centro-Oeste, realizada em Cuiabá em março, todo o processo será postergado, com graves prejuízos para nossa pecuária e ânimo dos produtores’’, argumenta a carta entregue ao ministro.
Situação especial. Os líderes da agropecuária do Paraná enfatizaram a situação peculiar do Estado, que tem dois terços do território incluído no Circuito Sul e apenas um terço no Circuito Centro-Oeste. Apresenta ainda vantagens de ter divisas e fronteiras demarcadas por grandes rios, o que facilita o controle e fiscalização. ‘‘Pelos 47 meses sem ocorrência de aftosa, pelo esforço que vem sendo realizado por governo e iniciativa privada, vimos solicitar a Vossa Excelência que prevaleça para o Paraná um cronograma que permita o reconhecimento do Estado como área livre, pelo Ministério, ainda este ano. E que se criem todas as possibilidades possíveis para que este reconhecimento seja ratificado pela OIE (Organização Internacional de Epizootias) em sua Assembléia Geral, de maio do ano 2000’’.

mockup