PR na rota de boas oportunidades
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quarta-feira, 01 de agosto de 2007
Fernanda Mazzini<br> Reportagem Local 
O Paraná tem três municípios entre os 50 melhores do País para se fazer carreira. Estão na lista a capital Curitiba, que aparece na 8 posição do ranking; Londrina (28 colocação) e Maringá (33º lugar). Outras quatro cidades (Foz do Iguaçu, Guarapuava, Ponta Grossa e São José dos Pinhais) figuram na lista das cem melhores. Para formar o índice - elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) - foram avaliados quesitos como educação, saúde e vigor econômico.
''Londrina entre as cem melhores cidades para se fazer carreira'' foi tema de palestra ontem para convidados. O evento, realizado pela FGV de Londrina, faz parte de um ciclo de palestras organizado pela instituição que irá ocorrer ao longo deste ano. Segundo o professor da FGV Moyses Balassiano, do Rio de Janeiro - que é o idealizador da pesquisa - são considerados dados quantitativos e não qualitativos. ''Nosso objetivo com a pesquisa é sinalizar locais com pontencialidades para as pessoas se desenvolverem'', comentou.
Na pesquisa deste ano, Londrina perdeu duas posições no ranking para se fazer carreira: caindo do 26º lugar para o 28º. A colocação dos municípios é calculada com pesos diferentes para educação, saúde e vigor econômico. A cidade ganhou pontos na educação, saltando neste quesito da 27 posição para a 21, e na saúde, alcançando o 23º lugar contra o 24º no ano passado. No entanto, o que mais pesou foi o vigor econômico. Em 2006, Londrina ocupava a 60 posição e agora caiu para a 66.
''Essas varianções (no ranking) são cíclicas e bastante comum. O índice não depende só das empresas, mas também do poder público, da infra-estrutura oferecida para as empresas'', afirmou Balassiano. Ele lembrou, no entanto, que os pontos alcançados pela cidade no ''vigor econômico'' caiu de 102,66 (em 2006) para 95,66 (2007). ''O score (pontuação) de Londrina caiu, mas não muito. Além disso, temos outros municípios que melhoraram no ranking. Londrina está muito bem colocada, inclusive, na frente de capitais'', disse.
Na sua avaliação, as capitais, teoricamente, teriam mais condições de oferecer infra-estrutura para o desenvolvimento em detrimento do interior porque são alocados maior volume de recursos. Ele ainda citou que, as grandes capitais se tornaram centros de negócios, o que levou a um aquecimento das cidades interioranas, com o deslocamento das indústrias.
Formação - O professor ainda frisou que a carreira pode ser seguida independente da área de formação profissional e que não necessariamente tem ligações com emprego. ''Carreira é a trajetória profissional de cada um, independente das empresa. É carreira individual, sem fronteiras, baseada no talento individual'', salientou. Os empregos, hoje, estão sendo reduzidos mas com a popularização da internet as distâncias praticamente acabaram e os serviços podem ser desenvolvidos independente da localização do profissional.
Na sua avaliação, os profissionais devem ter duas preocupações: qualificação e reciclagem. O primeiro item é obtido com formação acadêmica, enquanto o segundo é conseguido a partir do trabalho em um grande número de empresas. ''Acredito que é hora de deixar um emprego quando o profissional deixa de aprender. O ideal é que a pessoa passe por todos os setores de uma empresa para ter uma visão global do negócio'', afirmou Balassiano.
Este comportamento das relações de trabalho já é bastante comum nas grandes capitais, mas ainda não é bem aceito em cidades do interior. ''Além disso, os estudantes de hoje têm que focar no trabalho com disciplina, têm que ter responsabilidades nos estudos'', comentou. Ele acredita que a pesquisa não deve levar os profissionais a se mudarem de cidades. ''Isto é uma decisão pessoal. Queremos chamar atenção sobre os pontos fortes e fracos de cada cidade'', disse.


