PR monta barreiras sanitárias na fronteira
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Loca 
O Paraná montou três barreiras sanitárias para tentar evitar o alastramento do vírus da febre aftosa na fronteira com a Argentina. Na quarta-feira, foi confirmado um foco da doença na província de Corrientes, no Nordeste do País, próximo ao Paraguai. Só entram no Estado carnes dessossadas ou maturadas. É proibida a entrada de animais vivos, carne com osso e produtos e subprodutos de origem animal. Segundo a Superintendência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em Curitiba, a entrada de carne argentina no mercado paranaense ''é insignificante''.
O vírus da febre aftosa é altamente contagioso e tem a maior capacidade de disperção na natureza. O vírus se aloja nos ossos dos animais e também em produtos de origem animal como o leite in natura. A Superintendência do Mapa montou uma barreira em Foz do Iguaçu (Extremo-Oeste) enquanto a Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab) intensificou a fiscalização nos postos da Claspar dos municípios de Capanema (112 km a oeste de Francisco Beltrão) e Santo Antônio do Sudoeste (97 km a oeste de Francisco Beltrão).
Em Foz, foram montados rodolúvios e pedilúvios na quarta-feira (lâminas d' água com solução química para matar o vírus). Dez fiscais federais estão fazendo o revezamento 24 horas nas barreiras. Já a Seab começou a montar as barreiras ontem à tarde. Segundo informações da assessoria de imprensa do órgão, os postos de fiscalização já existiam e os trabalhos seriam intensificados. A assessoria não soube informar quantos técnicos foram envolvidos nas fiscalizações.
Embargo ampliado - Ontem, o Ministério da Agricultura ampliou o embargo, suspendendo as importações de carne com osso e de animais vivos suscetíveis à febre aftosa. Também estão proibidas as importações, de todo o país vizinho, de sêmen e de carne não submetida ao processo de maturação e de outros produtos não submetidos a processos que permitam a destruição do vírus da aftosa. As regras para a província de Corrientes são ainda mais rígidas. Pecuaristas dessa província não poderão vender carne sem osso, maturada ou industrializada para o Brasil.
Na quarta-feira, o ministério já tinha anunciado o embargo a animais vivos e de subprodutos oriundos apenas do município de San Luis del Palmar, na Província de Corrientes. As medidas, no entanto, foram consideradas muito brandas pela iniciativa privada. Hoje, porém, o embargo foi ampliado. Com exceção de Corrientes, as importações de carne sem osso, maturada ou industrializada da Argentina estão permitidas, pois não há risco desses produtos ''carregarem'' o vírus da aftosa.
Entre janeiro e dezembro de 2005, o Brasil gastou US$ 35,7 milhões com importações de todos os tipos de carne da Argentina. Desse total, US$ 30,5 milhões foram gastos com compras de carne bovina ''in natura'' e outros US$ 4 milhões com miúdos.


