PR lidera crescimento do varejo no 1º trimestre
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quinta-feira, 17 de maio de 2012
Mariana Fabre <br> <br> Reportagem Local 
No primeiro trimestre de 2012, o comércio varejista do Paraná apresentou o melhor desempenho entre os estados das regiões Sul e Sudeste, com alta de 10,9%. O índice nacional foi de 7,3% no mesmo período. Já no mês de março, as vendas reais - já descontada a inflação - foram 11,2% superiores em relação a março de 2011. Com o índice, o Estado ficou acima da média nacional registrada pelo varejo ampliado, de 10,2%, atrás apenas de São Paulo, cujo crescimento foi de 12%. Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado relativo aos doze meses terminados em março de 2012 indica ampliação de 9,5% no volume de vendas do comércio no Estado, também o maior dentre os estados mais desenvolvidos. O diretor de pesquisas do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Julio Suzuki, explica que o desempenho do comércio está sendo afetado por três fatores: o nível elevado do emprego, que impulsiona o consumo; a redução das taxas de juros, que facilita o acesso ao crédito e, consequentemente, aquece as vendas; e o aumento dos salários, que amplia o poder de compra do consumidor.
Segundo ele, a expectativa é de que as recentes reduções das taxas de juros aplicadas pelo Banco Central resultem em impacto nas próximas medições de vendas no varejo. Suzuki alega que é difícil falar em aumento, mas é possível afirmar que as vendas do comércio continuarão elevadas. ''A política de crédito agressiva adotada pelos bancos públicos teve força na concorrência e levou os bancos privados a reduzirem também suas taxas de juros'', avalia.
Para o diretor de pesquisas do Ipardes, essas ações do governo são planejadas com base em condições externas não muito favoráveis em razão da crise na zona do euro e também no desempenho não tão positivo das exportações de bens industriais. ''Nesse cenário, o governo aposta no mercado interno, o que significa apostar no varejo e a redução de juros torna o contexto favorável para o comércio'', esclarece.
Segmentos
Entre os segmentos que mais contribuíram para os resultados positivos estão móveis e eletrônicos e artigos farmacêuticos e de perfumaria. Mas Suzuki ressalta que os hipermercados e supermercados possuem maior representatividade para o comério varejista. Em março, o ramo de móveis e eletrodomésticos teve crescimento de 31,2%, enquanto o de artigos farmacêuticos e de perfumaria, de 28,6%, seguido pelos artigos de uso pessoal e doméstico (23,9%), hipermercados e supermercados (17,2%), material de construção (14,7%) e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (13,1%).
Já nos primeiros três meses do ano, o índice foi influenciado pelos ramos de artigos farmacêuticos e de perfumaria (24,3%), móveis e eletrodomésticos (24,2%), artigos de uso pessoal e doméstico (21,2%), hipermercados e supermercados (19,8%) e material de construção (11,5%). Nos últimos doze meses concluídos em março o segmento de móveis e eletrodomésticos cresceu 19,7%, seguido pelo de artigos farmacêuticos e de perfumaria (18,4%), material de construção (12,3%), artigos de uso pessoal e doméstico (11,7%) e hipermercados e supermercados (10,8%).



