O secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, afirmou ontem que o Paraná vai ajudar a convencer o governo mineiro a aceitar o acordo de redução das alíquotas do IPI e ICMS para o setor automotivo. Gionédis e os secretários Miguel Salomão (Planejamento) e Eduardo Sciarra (Indústria e Comércio) participaram ontem da reunião no Ministério da Fazenda, em São Paulo, para tentar fechar o acordo que vai garantir a manutenção de empregos na indústria automobilística. A questão do IPI e ICMS reuniu a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), CUT, representantes dos governos de São Paulo e Paraná e ainda governo federal.
‘‘Não conseguimos fechar o acordo apenas por causa de Minas, que toma uma postura essencialmente política neste momento’’, afirmou o secretário da Fazenda. Gionédis afirmou que se Minas Gerais mantiver a postura contrária à redução da alíquota do ICMS, o Confaz não poderá referendar a mudança, pois é necessário obter a unanimidade de todos os secretários da Fazenda. A solução, segundo o secretário, será aprovar uma lei ou decreto estadual que permita a mudança do imposto.
A princípio, os participantes da reunição chegaram a discutir a possibilidade de cada Estado aprovar sua própria mudança de alíquotas do ICMS, mas o Paraná se posicionou contrário por causa da morosidade do processo. As Assembléias Legislativas só retomam os trabalhos após o dia 22, em quase todo o País.
Na reunião, o Paraná garantiu a participação nas cláusulas sociais do acordo, conseguindo reverter a posição de isolamento das discussões, que se mantinha até quarta-feira. Os benefícios que o Estado receberá incluem a garantia de emprego, verbas para treinamento de pessoal e recursos do BNDES para programas de geração de emprego para o setor automotivo.

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