PR já tem programa de rastreabilidade bovina
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quarta-feira, 06 de novembro de 2002
Reportagem Local 
A rastreabilidade bovina, que é obrigatória para quem vende animais aos frigoríficos que exportam para a União Européia (UE), tem mais duas etapas já definidas: a partir de dezembro de 2003 será obrigatória para exportações para países fora da UE e, em 2005, esta rastreabilidade será universal nos Estados que estão livres da aftosa. Todos os bovinos e búfalos terão que ser identificados no sistema Sisbov.
Este foi um dos pontos mais destacados ontem, em Londrina e Ponta Grossa, durante ''Fórum sobre Rastreabilidade de Bovídeos'', promovido pelo Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária (Conesa) e Fundo de Desenvolvimento da Agropecuária (Fundepec).
No encontro foi apresentado o programa de certificação e rastreabilidade a ser executado no Estado do Paraná. O Conesa distribuiu uma ''cartilha'' elaborada com o apoio do Senar-PR com explicações didáticas sobre cada etapa do programa incluindo o brinco de identificação dos animais e cadastro das propriedades.
''Sem identificação, a carne produzida no Paraná não poderá ser comercializada na Europa e, no futuro, em nosso mercado interno'', resumiu o presidente da Faep e do Fundepec, Ágide Meneguette, para cerca de 500 pecuaristas e técnicos no auditório do Hotel Sumatra.
Também falaram o secretário Deni Schwartz, da Agricultura; o diretor do Defis/Seab, Felisberto Q. Batista, entre outros oradores, todos insistindo na importância do programa que reúne governo e representantes da produção.
Meneguette fez uma retrospectiva da luta para melhorar a qualidade da carne, a começar da classificação do Paraná como Estado livre de aftosa. ''Embora seja uma novidade, a rastreabilidade faz parte de um processo de modernização que começou em 1996, quando o Paraná foi eliminado do Circuito Pecuário Sul porque não tinha 24 meses sem a ocorrência de aftosa'' - disse.
Naquele ano, lembrou Meneguette, teve início um grande esforço para conquistar mercados. A exportação de carne bovina, que era de 15,8 milhões de dólares em 1998, chegou a 43 milhões no ano passado (172%). E, no primeiro semestre deste ano, já foram quase 25 milhões de dólares, o que leva o presidente da Faep a projetar US$ 50 milhões até o final do ano.


