A suspensão do embargo russo à importação de carnes e lácteos processados termicamente, anunciada ontem pelo Ministério da Agricultura, animou a comitiva paranaense que estava em Brasília para divulgar que o Estado está pronto para voltar ao mercado internacional de carnes. ''A suspensão parcial do embargo é extremamente favorável para o Paraná. É o reconhecimento dos russos ao trabalho de saneamento, que foi executado de forma exemplar'', disse o secretário da Agricultura, Newton Pohl Ribas. As informações são da Agência Estadual de Notícias.
Pohl Ribas liderou a missão paranaense, que contou com representantes do Sindicato da Indústria da Carne do Paraná (Sindicarne). Eles se reuniram com representantes de embaixadas dos 45 países que mais compravam carnes do Paraná, antes do embargo provocado pela febre aftosa, em outubro de 2005. ''Viemos informar a eles que o Paraná cumpriu todas as medidas sanitárias sobre febre aftosa e está pronto para voltar a oferecer carnes de qualidade para todo o mundo'', disse Ribas.
A reconquista do mercado internacional é a meta da Secretaria da Agricultura. ''O que falta agora é retomar as condições de exportar, pois em outubro o Ministério liberou as vendas para o mercado interno'', observou Ribas. A viagem a Brasília serviu também para articular a aceleração do processo para recuperar internacionalmente o status de área livre de febre aftosa com vacinação.
Em novembro, uma instrução normativa suspendeu as restrições impostas ao comércio de animais vivos e de carne produzida em sete propriedades paranaenses. O reconhecimento da OIE é fundamental para que os países importadores voltem a comprar carnes do Paraná. Tradicionalmente, a reunião do comitê acontece em março, entretanto, Pohl Ribas quer que o ministério antecipe para janeiro a entrega do relatório sobre o Paraná.
''Precisamos o quanto antes reverter nossa situação e voltar a comercializar a carne paranaense como nos anos anteriores'', completou. Em 2006, o Paraná exportou 8,5 mil toneladas de carne, vendas que renderam US$ 15 milhões. No ano anterior, o comércio de carne somou 31 mil toneladas e US$ 67 milhões. Com as restrições impostas pela notificação de foco de aftosa, foram sacrificados no Paraná 6.781 animais.

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