PR intensifica negócios com a França
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quinta-feira, 18 de outubro de 2001
Maigue Gueths<br> De Curitiba 
A crise econômica mundial não deve interferir nos planos de empresas francesas interessadas em investir no Brasil, e a preferência deve continuar recaindo sobre o Paraná. A opinião é do embaixador da França no Brasil, Alain Rouquié, que esteve em Curitiba, ontem, participando do 2º Fórum Paraná-França. Para ele, a tendência é que os investimentos também se diversifiquem. ''Além do setor automotivo, temos interesse na área de saneamento e energia'', disse, admitindo que uma empresa francesa deve participar do leilão da Copel.
Organizado pelo segundo ano consecutivo pela Câmara de Comércio e Indústria Franco-Brasileira, o objetivo do evento é ampliar as relações comerciais entre o Paraná e a França. ''O Paraná não tem sido escolhido à toa, mas pela acolhida que recebemos do governo, pela excelente mão-de-obra, pelo sistema educativo e a fama de Curitiba, que é conhecida na França pela sua preocupação ambiental'', afirmou o embaixador.
Hoje, cerca de 500 indústrias francesas estão no País, sendo quase 150 multinacionais. Destas, 42 têm sede no Paraná, entre elas a Renault.
Mas não é apenas o setor automotivo francês que ganha espaço no Estado. Segundo o presidente da Câmara, Marcelo Iwersen, a expectativa era que duas mil pessoas de várias áreas passassem pelo Fórum, que previa conferências sobre economia e relações internacionais, exposição de produtos e rodadas de negócios entre os empresários.
Depois do encontro do ano passado, segundo ele, houve um aumento substancial nos negócios entre empresários franceses e paranaenses. ''Este ano, a presença do governador Jaime Lerner e do embaixador da França mostrou que o evento se consolidou e tem apoio das autoridades'', comemorou. Por isso, a expectativa é que o evento se desdobre em mais contatos e negócios futuros.


