Curitiba Começa hoje a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa em todo o País. No Paraná, a expectativa da Secretaria de Estado de Agricultura é vacinar 100% do rebanho de 10,5 milhões de bovinos e bubalinos. Na primeira etapa da campanha, realizada em maio, o índice de vacinação foi de 98,6%. Desde 1995, o Estado é considerado livre da doença e a meta agora é passar para o estágio dois, que é estar livre da aftosa sem mesmo ter que vacinar o gado. Para isso, é preciso que os estados e países que fazem divisa e fronteira com o Paraná também tenham erradicado a moléstia.
A expectativa de exportação de carne bovina do Brasil para 2003 é de 1,3 milhão de toneladas. ''O Brasil é o país que mais exporta carne bovina no mundo. Mas se acabasse por completo com a febre aftosa poderia ser além do maior exportador, o País que mais lucra com esse tipo de exportação no mundo'', afirmou o economista do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Paraná (Sindicarnes), Gustavo Fanaya. Atualmente, o País não vende carne bovina para mercados mais exigentes e que pagam melhor, como o europeu, porque ainda não atingiu o segundo estágio de erradicação da doença. Somente Santa Catarina e Rio Grande do Sul já estão livres da vacinação contra a aftosa.
O chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal do Departamento de Fiscalização da Secretaria de Estado de Agricultura, Alvarez Cherubini, lembra que todos os produtores têm até o dia 20 de novembro para vacinar seu rebanho e até o dia 30 para apresentar o comprovante nas unidades veterinárias da secretaria. Caso contrário, estarão sujeitos a multas de R$ 62,00 por cabeça não vacinada.
O pecuarista José Soares Cardoso Neto dá um exemplo que deixa bem claro a importância da vacinação. ''Meu rebanho no Acre está valendo hoje R$ 48 a arroba (15 quilos de carne). Lá ainda existem casos de aftosa. O rebanho do meu pai, no Paraná (que está livre da doença), está cotado em R$ 57 a arroba. O custo-benefício é muito bom'', conta.

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