A geração de empregos formais no Paraná apresenta bom desempenho neste início de ano. O volume é superado apenas por 2008 e 2010. O saldo de empregos formais no primeiro trimestre, sem considerar as declarações entregues fora do prazo e os acertos de movimentação, foi de 48.682 empregos, sendo o terceiro melhor saldo para o período desde o início da série de 1992. O Estado fechou 2010 com 2.783.715 trabalhadores com carteira assinada, celetistas e estatutários. O crescimento é de 5,53% em relação a 2009.
Para Cid Cordeiro, economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), esse acréscimo é resultado da recuperação da economia em 2010. ''É a retomada do crescimento após a crise de 2008, que também teve reflexo em 2009'', avalia.
No primeiro trimestre de 2011 todos os setores apresentaram aumento no nível de emprego, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Os setores que apresentaram os maiores crescimentos percentuais foram a Construção Civil, com 5.470 empregos (4,28%) e Serviços, com 22.078 (2,67%).
Em janeiro deste ano, o Paraná somou 14.954 vagas de empregos formais ante 13.911 do mesmo mês de 2010. Em fevereiro foram 19.801 empregos contra 13.710 de 2010. No mês de março deste ano, no entanto, ocorreu um aumento do nível de emprego formal (0,58%) inferior ao verificado no mesmo período de 2010 (1,04%), mas acima do desempenho nacional (0,25%), sendo o sexto melhor saldo positivo de empregos para o mês de março desde 1992. Em 2011, o mês de março registrou 13.927 empregos ante 23.197 do ano anterior.
Em março, o interior apresentou aumento de 0,65% no nível de emprego e a Região Metropolitana de Curitiba de 0,48%. Os melhores saldos ocorreram em março de 2008 (25.085 empregos) e 2010. De acordo com o Caged, desde julho de 2005 houve alteração na geração de empregos formais no Estado. A RMC apresentou crescimento do nível de emprego maior que o interior no acumulado em 12 meses. A Região Metropolitana aumentou 5,96% e o interior 5,50%, revertendo a tendência que ocorria desde setembro de 2001. Em março deste ano a RMC apresentou crescimento de 6,53% e o interior do Estado 6,45%.

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