Curitiba - O Paraná gerou 12.066 novos empregos formais em junho deste ano. Isso significa um aumento de 0,72% na comparação com maio. O interior continua disparado na geração de postos de trabalho, abrindo 75% das novas vagas de junho. Já no acumulado dos primeiros seis meses do ano, o Estado abriu 94.540 postos de trabalho, um aumento de 5,97% em relação ao primeiro semestre de 2003.
Este é o melhor desempenho semestral do Paraná nos últimos 14 anos. Os números foram divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) no Estado. Três setores se destacam na geração de empregos no Paraná este ano. Em junho, o comércio varejista abriu 2.473 novas vagas, a agricultura 1.866 e o setor de alimentos e bebidas 1.527.
Esses números mostram que os três segmentos foram responsáveis por 48,6% das vagas. No semestre, os três ramos também foram responsáveis por 47% (44.426) dos novos empregos. ''O comportamento do emprego no Paraná é marcado pelo primeiro semestre. Mas, mesmo assim, esses números estão mostrando uma recuperação da atividade econômica. Se continuar nesse ritmo pode ser que o ano feche com um resultado inédito'', afirmou o economista do Dieese, Cid Cordeiro.
Apesar de concentrar apenas 25% do crescimento de empregos formais do Estado, tanto no mês de junho quanto no semestre, a Região Metropolitana de Curitiba (RMC) também está apresentando resultados melhores que em outros anos. O principal destaque está na indústria de transformação (1.593 das 3.011 novas vagas de junho), mais especificamente no setor de materiais de transportes, que gerou, também em junho, 995 novos empregos. ''Esse resultado vem principalmente das montadoras que estão na RMC'', explicou Cordeiro.
Mesmo com os números de emprego crescendo, o número de pessoas que estão à procura de trabalho ainda é grande. O Dieese estima que cerca de 500 mil paranaenses que estão procurando um emprego. E, a cada ano, cerca de 120 mil pessoas entram no mercado de trabalho. Atualmente, são 1,678 milhão de paranaenses o número de trabalhadores com carteira assinada. Se contar com os informais, esse número no mercado de trabalho pode dobrar.

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