Curitiba O Paraná registrou um aumento de 60 mil postos de trabalho no primeiro semestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2002, o que representa uma alta de 3,99%. Destes, 91,3% estão no interior do Estado. Em números absolutos, a cidade que mais criou vagas foi Maringá, com 3005 novos empregos. Percentualmente, foi Francisco Beltrão com um aumento de 9,57% nos postos de trabalho do município, o que significa 1006 novas vagas.
Do total de vagas geradas nos primeiros seis meses de 2003, 19% estão na região Norte Pioneiro, que abrange cidades como Cornélio Procópio, Jacarezinho e Ibaiti. Os dados são do Departamento Intersindincal de Estatísticas e Estudos Sócio Econômicos (Dieese) e forma divulgados ontem.
Os 29 maiores municípios do Estado analisados pelo Dieese representaram um terço dos novos emrpegos gerados, ou seja, cerca de 21 mil vagas. Os piores resultados ficaram por conta da Região Metropolitana de Curitiba (RMC), que aumentou seus postos de trabalho em apenas 8,7%. No semestre, o município de Araucária foi o que obteve o pior índice, 0,33%. A melhor colocação da RMC, e única cidade da região que alcançou um índice maior que o geral do Estado, foi Almirante Tamandaré, com crecimento de 5,92%. Curitiba ampliou em 0,41% seus postos de trabalho, com 1874 novas vagas, e Londrina em 1,32%, com 1278 postos.
De acordo com o economista do Dieese, Sandro Silva, esse grande crescimento no nível de emprego no interior do Estado se deu basicamente por causa da agricultura e da indústria de alimentos. Na região Norte Pioneiro, por exemplo, 75% do crescimento se deram por conta da agricultura. Outros 14% vieram da indústria de transformação. Entre as microrregiões, a que mais cresceu foi a de Faxinal, com aumento de 32,6% no nível de emprego, seguida por Cornélio Procópio, com aumento de 26% e por Jacarezinho, com alta de 20%.

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