Os Estados do Paraná, Bahia, Minas Gerais e Rio Grande do Sul foram os maiores beneficiados pela guerra fiscal entre 1998 e 1999. Segundo pesquisa realizada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e pela Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e Caribe) com 727 indústrias, até 2002, Bahia, Minas e Goiás devem liderar o ranking dos Estados que receberão mais investimentos devido à concessão de benefícios fiscais.
O levantamento mostra que a guerra fiscal continua sendo a principal razão para a diversificação de investimentos das empresas, seguida pelo mercado consumidor e pelas facilidades de mão-de-obra.
O presidente da CNI, Carlos Eduardo Moreira Ferreira, diz que não está muito otimista em relação às medidas que serão anunciadas hoje pelo governo para combater a guerra fiscal, unificando a legislação do ICMS. ‘‘A guerra fiscal precisa acabar. Mas fica difícil saber se as mudanças anunciadas pelo governo serão realizadas mesmo’’, disse.
A guerra fiscal entre os municípios brasileiros aparece como a principal razão para que as indústrias mudem a localização de seus investimentos até 2002. Os Estados com mais movimentação de empresas são Paraná e São Paulo.
Segundo a pesquisa da CNI e da Cepal, entre os períodos 1998/99 e 2000/02, o percentual de empresas que apontava os benefícios fiscais como incentivo para transferência de localidade passou de 30% para 50%.
A maioria das empresas (75%) não está fechando unidades, mas abrindo novas fábricas em outros locais do mesmo Estado. A CNI cita como exemplo a abertura de uma nova unidade da Embraer na cidade de Gavião Peixoto, sendo que sua sede fica em São José dos Campos, ambas no interior de São Paulo. Segundo a pesquisa, mais de 80% das indústrias esperam não só manter, mas também ampliar o número de empregados.

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