PR ficou mais tempo no escuro
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quinta-feira, 22 de março de 2001
Agência EstadoDe São Paulo 
Dez concessionárias de energia elétrica do País não conseguiram melhorar o desempenho de qualidade do fornecimento de luz elétrica no ano passado se comparado com os resultados de 1999. A maior surpresa ficou por conta da Companhia Paranaense de Energia (Copel), que aumentou os índices de duração de falta de energia e a quantidade de interrupções ocorrida.
Técnicos do setor apontam a Copel como uma das mais enxutas distribuidoras do setor. O desempenho da concessionária está sendo analisado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Numa análise preliminar pode-se concluir que os indicadores, apesar de terem piorado, não ultrapassaram o porcentual fixado pela agência reguladora, ou seja, não indica um quadro crítico de atendimentos dos consumidores.
A Copel tentou se justificar ontem sobre o seu desempenho. A própria Aneel considerou a Copel como a melhor agência no ano passado, informou a empresa, pela sua assessoria de imprensa.
O balanço da Copel publicado na semana passada mostra que os consumidores da Copel ficaram 9,8% mais tempo sem luz no ano passado sobre 1999. Em 99, cada cliente ficou em média 12h25min no escuro, ao longo de todo o ano. Em 2000, ele ficou 13h38 min.
Mas um dado curioso revela que o número de vezes em que faltou luz para a população se manteve praticamente inalterado entre os dois anos. Foram 13,39 ocorrência em 99 e 13,36 no ano passado. A conclusão é que quando apagou a luz, demorou mais tempo para haver o conserto. A Copel calcula que pode ter ocorrido situações inusitadas como queda de árvores sobre a rede elétrica e tempestades mais violentas que provocaram destruição nas linhas. A Copel teve 356 reclamações para cada 10 mil clientes, enquanto no ano passado foram 120. Um terço a menos, alertou a assessoria da Copel.
Os dados divulgados ontem pela Aneel mostram que foram analisados resultados de 61 distribuidoras. Os números nacionais, segundo José Mário Abdo, presidente da Aneel, indicam uma melhora no ano passado em relação a 99. A avaliação regional apontou que as concessionárias da Região Norte tiveram dificuldades para o alcance das metas de qualidade dos serviços. Os consumidores da distribuidora CEAM, do Amazonas, ficaram sem luz 218h55min, um recorde segundo técnicos da agência reguladora. O fornecimento de eletricidade foi interrompido, em 2000, 186 vezes.


