PR fecha fronteira com Paraguai
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quarta-feira, 25 de setembro de 2002
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba A entrada de gado bovino do Paraguai no Brasil está proibida desde a noite da última terça-feira, por causa da suspeita de febre aftosa em Corpus Christi, distrito do País vizinho e que faz fronteira com o Estado de Mato Grosso do Sul. Rebanhos paraguaios, segundo informou a Delegacia do Ministério da Agricultura no Paraná, apresentaram enfermidades vesiculares que podem ser um indicativo da aftosa. O Brasil está há um ano sem registrar focos da doença.
O delegado federal de Agricultura, Gil Bueno de Magalhães, confirmou que fica suspenso o ingresso de todos animais sucetíveis à febre aftosa, bem como os produtos e subprodutos de origem bovina. ''Mesmo que a importação esteja autorizada'', complementa. A proibição fica valendo até que o risco de a doença entrar no País seja totalmente descartado.
No Paraná, afirmou Magalhães, serão implantadas barreiras sanitárias nos municípios de Foz do Iguaçu e Guaíra, os dois pontos oficiais de entrada de cargas vindas do Paraguai. Nessas cidades, o Ministério da Agricultura tomará todas as medidas de vigilância primária, instalando dispositivos para desinfetar inclusive os rodados dos caminhões.
A Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), informou por meio de sua assessoria de imprensa, que irá intensificar os trabalhos de vigilância epidemiológica. O serviço de fiscalização animal da Seab já está rastreando todos os animais que entraram no Paraná, vindos de Mato Grosso do Sul nos últimos 30 dias.
A Seab registrou a entrada de 94 carregamentos de bovinos, totalizando 2.358 cabeças. As propriedades que receberam gado bovino nos últimos 15 dias ficarão em quarentena e todos os animais passarão por exames clínicos. O gado vindo do Mato Grosso do Sul foram destinados a 25 municípios do Estado. A principal finalidade da compra é a reprodução, seguida da engorda e, por último, o abate direto. De todos os que chegaram apenas 288 foram abatidos. A secretaria garante que não há risco de animais doentes terem sido abatidos, uma vez que os frigoríficos mantêm veterinários acompanhando os abates e avaliando animais e carcaças. Para a Seab, o risco da doença atingir o gado paranaense é pequeno, pois as campanhas de vacinação garantem a imunização de quase a totalidade do rebanho do Estado.


