Paulo WolfgangCaminho das pedrasRemo Veronesi apresenta relatório do Paraná-Europa para secretários municipais: ‘‘Programa dá a receita para ser competitivo dentro do processo de globalização’’Depois de muitas viagens e contatos entre Brasil e Itália, para a formação de parcerias entre instituições dos dois países, o Programa Paraná-Europa entra em 98 na fase operacional. Na tarde de ontem, o presidente do programa, Remo Veronesi, e o diretor, Marco Veronesi, apresentaram um relatório das atividades do Paraná-Europa e as propostas para este ano ao prefeito em exercício, Alex Canziani, e aos secretários municipais.
O projeto que deve ser prioridade para a Prefeitura de Londrina dentro do programa é o desenvolvimento do artesanato alimentar, segundo Alex Canziani. A proposta é selecionar e treinar artesãos de Londrina e região; utilizar a tecnologia italiana para a fabricação de massas, molhos e derivados de carne; e colocar os produtos no mercado. Seria criada uma marca para esses produtos, que poderão ser fornecidos para grandes empresas, como Sadia, Selmi, Cativa, para a distribuição no mercado.
De acordo com a justificativa do projeto, a região da Emilia-Romagna, no norte da Itália, detém alto desenvolvimento tecnológico na produção artesanal de alimentos, mas precisa de novos mercados e novas fontes de matéria-prima. ‘‘Temos mercado e precisamos nos tornar competitivos dentro do processo de globalização da economia. O Paraná-Europa dá a resposta para esta questão’’, diz Remo Veronesi.
Numa segunda etapa, seria instalada uma incubadora industrial de artesanato alimentar, em 99, para início de operação no ano 2000. Conforme o projeto do Paraná-Europa, em 98, seriam treinados 50 artesãos, e a comercialização da marca ocorreria em 99. A execução do projeto envolveria Codel (Companhia de Desenvolvimento de Londrina), Promo (instituição da prefeitura de Módena que cuida do desenvolvimento da cidade), Secretaria Municipal de Agricultura, Paraná-Europa, Cetec (Centro de Educação Tecnológica) e Adetec (Associação de Desenvolvimento Tecnológico de Londrina).
Canziani afirma que o artesanato alimentar é um projeto bastante concreto e que deve ser priorizado pela Codel. ‘‘Vamos analisar a proposta e fazer modificações, se for preciso’’.
O parque tecnológico internacional também é proposto pelo Paraná-Europa, com a participação da Universidade Estadual de Londrina, Adetec, Universidade de Módena, Promo e outras sentidades. Há ainda a Fundação Valéria Veronesi que visa a seleção de jovens carentes brasileiros para serem treinados na Itália.
O calendário de missões este ano prevê, para fevereiro, a ida de representantes da UEL, Codel e Adetec à Itália para o projeto do parque tecnológico. Em março, vem a Londrina a associação de pequenas empresas da Emilia-Romagna. Em maio, será oficializada a co-irmandade entre Londrina e Módena, com a visita de uma comitiva à Itália, onde ocorrerá a Semana Brasileira.
Dentro do programa da comunidade européia para investimentos externos, foram efetuadas as seguintes parcerias entre empresas brasileiras e italianas: Indusfrio/Special Inox, Hidromar/Reverberi, Equipe/Aprile e Euroeco/Henisa. Estão em andamento as parcerias Rota/Cempi, Mantovani/Cabral, Nico‘s/Malharia Joinville, Japan’ Parts/Italian’s Auto Peças. Obteve financiamento o frigorífico Siam; receberam know-how e tecnologia: Denise Mucci, Vinícola Guaravera, Cativa e Vitturia. Foram entregues 14 novos casos empresariais para análise de consultores dentro do Paraná-Europa.

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