PR espera ser área livre de aftosa até fim do ano
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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Apesar de a negociação com a União Européia (UE) envolvendo as exportações de carne brasileira ser um processo complexo e difícil, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, acredita que a situação deva estar resolvida até o final do ano. Ele prevê que o prazo seja o mesmo para o Paraná voltar a ter o reconhecimento de Estado livre de febre aftosa com vacinação da Organização Internacional de Epizootias (OIE).
Na última quarta-feira, a UE liberou 106 fazendas para exportarem carne in natura e acabou com o embargo que já durava um mês. Ele disse que agora é só o Brasil cumprir as normas e procedimentos que foram estabelecidos e, caso não estejam adequados, serem alterados através de negociação.
Ele destacou que todo esse processo vai envolver frigoríficos, empresas certificadoras, produtores e o Ministério da Agricultura. ''Cada um deve fazer a sua parte dentro desse processo mas, a responsabilidade de coordenação é do Ministério'', destacou.
A crise com a UE começou quando o governo brasileiro tentou liberar uma lista com 2.681 fazendas aptas a exportarem quando os europeus tinham uma estimativa de apenas 300. Segundo ele, o Brasil precisa liberar 5 mil fazendas para ''dar uma densidade de exportação'', ou seja, para tornar viáveis as vendas para o mercado europeu. Hoje, o bloco europeu exige o cumprimento de 25 itens para abrir as portas para a carne brasileira. Segundo o ministro, a idéia é negociar com a UE a simplificação das regras mas sem reduzir o grau das exigências.
Para Stephanes, o Brasil está progredindo bastante na questão da aftosa. ''Não tivemos nenhum foco nos últimos dois anos. Os trabalhos sanitários estão sendo bem realizados'', lembrou. Para ele, o que importa é que o País mostre capacidade de atuar imediatamente caso surja qualquer problema sanitário.


