Terminou ontem a campanha de vacinação contra febre aftosa do rebanho bovino do Paraná. O diretor do Departamento de Fiscalização e Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento (Seab), Felisberto Queiroz Baptista, disse que a partir de segunda-feira a equipe da Seab sai a campo para fiscalizar as propriedades em todo o Estado. ‘‘Para felicidade dos produtores, o final da campanha caiu numa sexta-feira, e eles podem utilizar o final de semana para vacinar’’, comentou.
Segundo Baptista, a Seab ainda não tem um balanço parcial da campanha, mas a expectativa é de que a campanha supere os 96% do rebanho do Estado vacinados na última campanha. ‘‘Tudo indica que a meta de vacinar 100% do rebanho será atingida. Não houve falta de vacinas, e o tempo colaborou com os pecuaristas, que não tiveram dificuldades para fazer manejo do gado’’, disse. O rebanho do Paraná é estimado em 9,2 milhões de cabeças. ‘‘Ao final da campanha teremos um balanço mais seguro do número de animais no Estado’’, afirmou. Baptista disse que o balanço final será divulgado no dia 30 de novembro.
Os pecuaristas que não vacinaram seus animais e não tiverem uma justificativa plausível serão multados em R$ 89,00 por cabeça. Baptista afirmou que a estrutura de fiscalização da Seab foi reestruturada para cobrir todo o Estado. Segundo ele, são 120 unidades do Departamento de Fiscalização e Defesa Agropecuária espalhadas pelo Paraná, com uma equipe formada por um veterinário, auxiliar administrativo e auxiliar de campo em cada uma das unidades. Todas as unidades contam com um veículo novo para sair a campo.
Zona Livre Segundo Baptista, o Paraná completou três anos e seis meses sem a ocorrência da febre aftosa no último dia 15. ‘‘O último foco foi registrado em maio de 95 na região de Umuarama. Todos os animais foram sacrificados’’, disse. Baptista afirmou que o objetivo da vacinação é conseguir o reconhecimento do Paraná como área livre de febre aftosa.
O diretor do Departamento de Fiscalização da Defesa Sanitária afirmou que para isso, os estados que compõe o Circuito do Centro-Oeste (Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Tocantins) devem cumprir as metas estabelecidas por uma portaria do Ministério da Agricultura editada no último dia 16. A portaria estabelece entre outras coisas a reestruturação da fiscalização dos estados. ‘‘O Paraná já cumpriu as exigências da Portaria’’, afirmou.
Baptista disse que cumprida esta etapa, entra em vigor uma segunda portaria do MARA, que determina o fechamento das fronteiras do Circuito Centro-Oeste com outros estados do País. Em seguida será iniciado a coleta de amostras para a realização da sorologia dos animais.
A previsão é de que até 1º de abril de 99 os exames das amostra estejam concluídos. ‘‘Os resultados será enviado em seguida para a Organização Internacional de Epizootias (OIE) na França.’ A OIE é o órgão responsável pelo reconhecimento de área livre de febre aftosa nos estados do Circuito Centro-Oeste.
A conquista desta declaração, segundo Baptista, significa para o Paraná a ampliação do mercados potenciais importadores de carne e produtos bovinos. ‘‘Queremos eliminar as barreira internas, que impedem o trânsito para Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e as barreiras externas com o Mercosul, Nafta, Japão e Europa’’, disse.

mockup