Curitiba Paraná e Santa Catarina estão estudando a formação de uma área livre de produtos transgênicos na região. O assunto foi debatido na segunda-feira, na Assembléia Legislativa de Florianópolis, em Santa Catarina. A intenção é pressionar o Ministério da Agricultura para que decrete os dois estados do Sul como área livre de produtos transgênicos, informou o deputado federal do Paraná, Assis Miguel do Couto (PT).
Santa Catarina já tem uma lei que proíbe o plantio de soja transgênica e a Assembléia Legislativa do Paraná está discutindo a aprovação de lei semelhante. Técnicos discutiram a possibilidade de união dos dois estados nos serviços de fiscalização e monitoramento das lavouras.
A mobilização nos dois estados ocorreu em decorrência da flexibilização promovida pela medida provisória que liberou o plantio de transgênicos. A MP permite a criação de áreas livres de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs). Além do Paraná e Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Paraíba também manifestaram interesse em ter legislações semelhantes, informou o deputado.
Couto disse não ter dúvidas que os dois estados vão selar a parceria porque os deputados catarinenses querem que o governo cumpra a lei já existente. O principal atrativo para a proibição dos transgênicos, segundo o deputado, é a abertura de um nicho de mercado para os dois estados. ''Só a China quer firmar um contrato para compra de 30 milhões de toneladas de soja não transgênica por ano'', informou.
O cultivo de soja em Santa Catarina não é tão expressivo como no Paraná. Na safra passada a área ocupada foi de 257 mil hectares e a produção atingiu 712 mil toneladas. Ocorre que as cooperativas paranaenses cultivam sementes na região norte de Santa Catarina, em função do clima ameno, e a liberação do cultivo no Estado poderia ameaçar a zona livre de transgênicos que se pretende criar no Paraná.

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