PR é o quinto em receita de serviços
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quarta-feira, 20 de setembro de 2006
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O Paraná ficou em quinto lugar entre os Estados na geração de receita na área de serviços não-financeiros que eram realizados no Brasil em 2004. Neste ano, o Estado teve 5,3% de contribuição no total da receita nacional neste segmento. Os dados fazem parte da Pesquisa Anual de Serviços que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou ontem.
Em 2004, a receita bruta do setor de serviços atingiu R$ 22,154 bilhões. Os segmentos com maior participação na receita total do Paraná foram transportes e serviços auxiliares aos transportes (35,4%), serviços de informação (29,9%), serviços prestados às empresas (16,4%) e serviços prestados às famílias (8,8%). Além destas áreas, outras atividades de serviços tiveram participação de 4,2%, atividades imobiliárias e de aluguel de bens móveis (3,6%) e serviços de manutenção e reparação (1,8%).
Ainda no Paraná, em 2004, havia 69.764 empresas nesse setor, ocupando 420.336 pessoas, cujos salários e outras remunerações somaram R$ R$ 3,784 bilhões. Os números de 2004 apresentaram crescimento pois, em 2003, foi gerada uma receita de R$ 15,90 bilhões, os salários totalizaram R$ 3,100 bilhões, o pessoal ocupado era de 380.285 e o número de empresas na área era de 68.689.
No Sul, em 2004, o setor de serviços gerou R$ 60,850 bilhões de receita, pagou R$ 10,573 bilhões em salários, ocupava 1,168 milhão pessoas e tinha 197.971 empresas.
Em todo o Brasil, o setor de serviços avançou em receita operacional líquida entre 2003 e 2004, segundo a pesquisa. Em 2004, as cerca de 885 mil empresas do setor tiveram um aumento real de 11% na receita gerada, para R$ 381 bilhões, em razão do bom desempenho da economia naquele ano.
As empresas também contrataram mais, embora isso não tenha se refletido em termos de ganhos salariais. Pelo contrário, os rendimentos diminuíram na comparação com 2003.
Segundo o IBGE, no Brasil, as atividades de serviços de informação, que englobam informática, telecomunicações, audiovisual, jornalismo e agências de notícias, lideraram a maior parte da receita operacional líquida que alcançou R$ 120,4 bilhões.
Só as atividades de telecomunicações geraram R$ 79,8 bilhões de receita operacional líquida. Em segundo lugar, vieram as atividades do setor de transportes, serviços auxiliares e Correio.


