PR e MS querem ser área livre da febre aftosa
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terça-feira, 17 de junho de 1997
Vânia Casado Curitiba 
A partir da próxima semana os Estados do Paraná e Mato Grosso do Sul vão pedir ao Ministério da Agricultura que inicie o processo visando obter o reconhecimento de que os dois Estados estão livres da febre aftosa, com vacinação. Se o pedido for aceito uma das consequências será o bloqueio do trânsito interestadual de animais de outros estados. É inevitável impedir que os animais de SP, cujo estado está há 15 meses sem ocorrência de febre aftosa, sejam enviados para o PR e MS, admitiu o diretor da Divisão Sanitária Animal, da Seab, Felizberto Batista.
Ele justifica que a suspensão do trânsito de animais oriundos de São Paulo e de outros estados, onde a doença ainda não está controlada, é necessária a partir do momento que o Ministério da Agricultura autorize o início dos testes de sorologia nos estados do PR e MS. A medida faz parte de normas internacionais que determinam o isolamento dos animais que estão sendo testados, justificou.
Segundo a Federação da Agricultura do Paraná (Faep), medida idêntica foi adota pelo estado de Santa Catarina quando proibiu a entrada de bovinos e suínos do Paraná no ano passado. Portanto, trata-se de decisão técnica indispensável aos critérios para coleta e análise de amostras para constatação do grau de sanidade animal em relação à febre aftosa.
Barreira Para se preparar para os novos procedimentos, o Paraná vai ampliar as barreiras sanitárias nas divisas com os três estados com os quais tem limite: Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Segundo Felizberto Batista, atualmente são 23 barreiras em funcionamento durante 24 horas por dia e em pouco tempo serão 32 barreiras, anunciou.
O pedido será feito diretamente ao ministro Arlindo Porto e os representantes do PR e MS estão entusiasmados com a possibilidade de começarem logo os testes de sorologia, que vão avalizar cientificamente se os rebanhos desses dois estados estão livres ou não do vírus da febre aftosa.
A decisão de entrar com o pedido de reconhecimento internacional de área livre de febre aftosa, com vacinação, foi adotada na última segunda-feira, em Londrina, durante reunião mantida entre representantes dos governos estaduais, das federações de agricultura e da cadeia produtiva da pecuária dos dois estados. Isso porque as condições sanitárias estão boas, uma vez que o Mato Grosso do Sul completou dois anos sem febre aftosa em dezembro último e o Paraná, em maio.
Assim, os estados do PR e MS passam a adotar ações conjuntas para obter o reconhecimento internacional até 1999. O secretário da Agricultura do Paraná, Hermas Brandão, promete apoiar todas as medidas técnicas necessárias para que o Centro Internacional de Febre Aftosa, vinculado a Organização Mundial de Saúde emita parecer técnico sobre a condição do rebanho bovino do estado. No Paraná, que tem mais de 8 milhões de cabeças de gado, será necessária a coleta de mais de 7 mil amostras, explicou Brandão.


