PR é maior produtor de feijão, milho e trigo
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quinta-feira, 18 de outubro de 2007
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba- O Paraná é o maior produtor de grãos com participação de 19,8% na produção nacional mesmo tendo apenas 2,38% da área territoral total do Brasil. No ano passado, o País produziu 117,3 milhões de toneladas de grãos o que representa um crescimento de 4,1% em relação a 2005 provocada especialmente pela recuperação da produção de milho. A pesquisa da ''Produção Agrícola Municipal 2006'', realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada ontem, mostrou que o Paraná é o primeiro Estado na produção de feijão (com 23,7% de participação), milho (26,3% de participação) e trigo (50,2% de participação).
Para o chefe do IBGE no Paraná, Sinval Dias dos Santos, a liderança do Paraná está ligada a fatores como a alta produtividade e uso de tecnologia. O assessor técnico-econômico da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Carlos Augusto Alburquerque, lembrou que o Estado já chegou a responder por 25% da produção nacional de grãos. Esse percentual foi reduzido em função do aumento da produção de soja no Mato Grosso. ''Continuamos com uma agricultura forte apesar de todos os problemas e temos vantagem sobre o Mato Grosso que é a proximidade com o Porto de Paranaguá'', disse. Ele destacou que o Paraná conta com terras extremamente fertéis e tecnologia de ponta.
Ele acredita que, no futuro, o Paraná vai continuar sendo um grande produtor de grãos mas não o maior. Isso porque deve ocorrer uma diversificação na produção do Estado. ''A tendência é quem planta milho e soja procurar outras culturas como frutas e hortigranjeiros'', explicou.
Na pesquisa, o Paraná aparece como o segundo produtor nacional de soja (17,8% de participação) só perdendo para o Mato Grosso (29,7% de participação). O Paraná era o primeiro nesta cultura, situação que foi modificada há cerca de três anos.
Santos lembrou que a produção de grãos oscila com as condições climáticas, o que ocorreu em 2004 e 2005. A safra também foi prejudicada pela queda nos preços internacionais e pela cotação cambial neste período.
A produção de cereais no Brasil teve um aumento de 112,7 milhões de toneladas para 117,3 milhões de toneladas, o que representa uma elevação de 4,08%. O volume produzido foi maior mesmo com a redução de 49,2 milhões de hectares para 46,5 milhões de hectares.
Os produtos com maior volume de produção foram soja (52,464 milhões de toneladas), milho (42,661 milhões de toneladas), arroz (11,526 milhões de toneladas) e feijão (3,457 milhões de toneladas). A soja teve participação de 44,7%, o milho de 36,4%, o arroz de 9,8% e o feijão de 2,9%. O Paraná teve a maior participação da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas com 19,8%, seguido de Mato Grosso (18,9%), Rio Grande do Sul (17%) e Goiás (9%).
O levantamento mostrou ainda que São Paulo foi responsável por 20,3% do valor da produção agrícola brasileira, seguido de Minas Gerais (12,3%), Rio Grande do Sul e Paraná, ambos com 11,9%.
Santos acredita que será possível ter um retrato mais completo do campo com a divulgação dos primeiros resultados do Censo Agropecuário que deve acontecer até o final deste ano. O levantamento do Censo começou em 16 de abril.


