O Paraná se tornou o primeiro produtor nacional de talco a partir de um convênio assinado neste mês entre a Minerais do Paraná (Mineropar) e o Departamento Nacional da Produção Nacional (DNPM). O Estado detém agora 70% da produção nacional, o que significa 300 mil toneladas por ano. O convênio permitirá a avaliação dos recursos de talco nas áreas de Castro e Ponta Grossa, além da seleção de novas áreas potenciais.
O diretor presidente da Mineropar, José Antônio Zem, explicou que as reservas paranaenses do minério significam 17% do total do País e estão estimadas em 12 milhões de toneladas. Grande parte da produção é destinada ao mercado interno, na indústria da cerâmica branca. Segundo Zem, a maioria do talco paranaense é resultado da atividade de 60 pequenas minas, pertencentes a 12 empresas.
Através do convênio entre o Estado e o Ministério das Minas e Energia, que representa o DNPM, serão desenvolvidos novos projetos de exploração, além de maiores investimentos na produção dos depósitos conhecidos. O convênio prevê recursos no valor de R$ 360 mil, distribuídos ao longo de dois anos. A liberação da primeira parcela já aconteceu em dezembro.
Durante todo o ano de 96, a Mineropar realizou levantamentos geológicos e geotécnicos, em 500 quilômetros quadrados da Região Metropolitana de Curitiba. O trabalho serviu para informar sobre as limitações e aptidões dos diferentes tipos de terrenos e os diversos objetivos da ocupação urbana.
Estes mapeamentos beneficiam as prefeituras locais e a Coordenação da Região Metropolitanade Curitiba (Comec), que utiliza este trabalho para tomar decisões relativas à organização territorial nestas regiões, visando o uso e a ocupação adequada do solo, minimizando os riscos geológicos, o custo social e os investimentos em correção e prevenção dos impactos ambientais.

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