PR é destaque em acesso à internet
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quarta-feira, 29 de abril de 2015
Nelson Bortolin<br>Reportagem Local 
O Paraná era o segundo Estado do País em número de pessoas que utilizavam a internet em 2013. Suplemento especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) diz que 60,69% das pessoas com 10 anos ou mais haviam utilizado internet nos últimos três meses naquele ano. No Distrito Federal, líder do ranking, eram 72,82%. Já a média Brasileira era de 49,434%.
Por outro lado, a pesquisa aponta que o Estado tinha menos TV por assinatura que a média nacional. No País, naquele ano, 29,52% dos domicílios contavam com esse serviço. No Paraná, eram 24,71%, menos da metade que no Distrito Federal (50,51%). Em relação à telefonia celular, a pesquisa revela que 78,81% dos paranaenses com 10 anos ou mais de idade contavam com essa tecnologia, a oitava posição na lista nacional, cuja média era de 75,19%.
O presidente da Sercomtel, Christian Scheneider, diz que os números devem ser analisados com cautela uma vez que a telecomunicação é um mercado dinâmico, em constante evolução. Ele acredita que o Paraná tenha muito mais que 29,9% como índice de acesso à internet por banda larga móvel apontado na pesquisa. A média brasileira era de 43,5%. "A banda larga móvel cresce muito. Segundo o SinditeleBrasil (Sindicato que representa as empresas do setor), dos 202,8 milhões de acessos por banda larga em fevereiro deste ano, 178,3 milhões eram por banda larga móvel", conta.
Scheneider acredita que o Paraná, como mostra a Pnad, tem muito que crescer no mercado de TV por assinatura. E conta que a Sercomtel está prestes a entrar neste campo. "Estamos em fase final de licitação, que deve sair até julho, para oferecer TV por assinatura, num combo, que vai envolver também telefonia fixa, telefonia móvel, e banda larga", declara.
Crescimento
O suplemento da Pnad mostra que o acesso à internet continuou a crescer em 2013, mas em ritmo menor do que o registrado na década passada no Brasil. Além disso, o alcance dessa tecnologia só avançou devido ao uso de outros equipamentos, já que o acesso por microcomputadores evoluiu de forma mais tímida. Ao todo, 85,6 milhões de pessoas com 10 anos ou mais de idade utilizaram a rede em 2013, 7,2 milhões delas exclusivamente por celulares, tablets e outras ferramentas.
Sem as novas tecnologias, o uso da internet teria encolhido em termos relativos no País. Em 2011, 46,5% da população acessou a internet por meio de microcomputadores, o equivalente a 77,7 milhões de brasileiros. Já em 2013, essa fatia ficou em 45,3%, a despeito do aumento absoluto de aproximadamente 600 mil usuários.
"Pode ser que, no futuro, o computador seja menos utilizado e as pessoas passem a usar só a internet por meio do celular", explicou Maria Lucia Vieira, gerente da Pnad. Com a soma dos 7,2 milhões que acessaram a internet apenas por outros equipamentos (4,1%), a inclusão digital atingiu 49,4% da população brasileira acima dos 10 anos.
A especialista ponderou, contudo, que as respostas podem ter sido afetadas pela mudança no questionário para a inclusão das perguntas sobre os outros equipamentos. Além disso, ela ressaltou que os dados da pesquisa não permitem concluir se essa dinâmica vai se intensificar nos próximos anos. "Numericamente, é uma redução (na proporção do uso da internet por computador). Estatisticamente, não sei (se configura uma tendência)", afirmou.
A pesquisa do IBGE não apura os motivos por que o crescimento do acesso à internet desacelerou em 2013. "Cabem a elas (operadoras) descobrir por que essas pessoas não acessam para vender o serviço. Ou (ao governo desenvolver) políticas públicas que estimulem a inclusão digital", afirmou Maria Lucia. (Com agências)


