Curitiba Segundo a Agência Brasil, o governador Roberto Requião não entrou em acordo com a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, a respeito da incorporação do Paraná no pool de energia, que será criado com a implementação do novo modelo para o setor elétrico no País. Requião esteve ontem, em Brasília, participando de encontro com a ministra, onde defendeu a proposta apresentada pelo Paraná para o modelo energético nacional.
Requião estava acompanhado do diretor brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek, e de diretores da Companhia Paranaense de Energia (Copel). Apesar do apoio de Samek, a proposta paranaense não foi aceita pela ministra. O governador quer que a energia gerada pela Copel seja repassada para o pool somente após atender as necessidades do consumo estadual.
Segundo Requião, o modelo proposto pela ministra atende a necessidade brasileira, mas prejudica o Paraná, que investiu durante décadas em geração de energia. ''Seria uma desapropriação indireta do patrimônio dos paranenses. Estamos tentando evitar isso'', declarou o governador. Segundo ele, o Estado possui usinas pagas e amortizadas que produizem energia a US$ 5 cada megawatt/hora, e por isso o Paraná não vai ceder essa energia a US$ 5 para o pool nacional, para depois ter de comprá-lo por US$ 30.
''Somos superavitários, produzimos 4,5 mil megawatts e gastamos 2,4 mil'', disse o governador, insistindo que o Paraná oferecerá só o excedente de energia para o pool nacional.

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